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Reino Unido julgará seu primeiro caso de prática de ablação

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O médico britânico Dhanuson Dharmasena compareceu na segunda-feira perante a justiça para responder às acusações de prática de ablação em uma mulher em um hospital no norte de Londres, o primeiro caso deste tipo a ser julgado no Reino Unido.

O profissional de 32 anos e natural de Ilford, nos arredores de Londres, afirmou em comunicado que realizou a mutilação genital porque obedeceu “aos desejos da paciente”.

O médico, especialista em obstetrícia e ginecologia, fez o procedimento em uma mulher de 24 anos, que não teve a identidade revelada, após ela dar à luz a seu segundo filho em um hospital de Whittington.

“Em nenhum momento quis causar dano à paciente”, disse o acusado, que pode pegar até 14 anos de prisão.

A fiscal Kate Bex afirmou no tribunal que a mutilação genital é uma prática muito perigosa para a saúde das mulheres e para seu bem-estar psicológico.

“Pode derivar em problemas de saúde severos e, em alguns casos, causar a morte. A ablação provoca problemas ginecológicos e urológicos nas mulheres, dor crônica e disfunções sexuais”, destacou Kate.

Ela explicou que o médico mudou sua versão desde que foi detido em 2013, quando alegou à polícia que sua intervenção tinha “justificativa médica”.


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