Foi uma fuga digna de um filme de Hollywood: usando garfos, xícaras e um balde, os quatro prisioneiros cavaram um túnel de 15 metros por baixo de um muro da prisão de Kerobokan e sumiram durante a noite.
Quatro dias depois, dois dos fugitivos – o búlgaro Dimitar Nikolon Iliev e o indiano Sayed Muhammad Said – foram encontrados se escondendo em um hotel luxuoso no Timor Leste, a mais de 2 mil km de distância de Kerobokan, e foram levados de volta.
Os outros dois fugitivos – o malaio Tee Kok King e o australiando Shaun Davidson – estão foragidos há dois meses. Davidson, 33, tinha sido preso por usar documentos falsos após ter seu visto vencido e estava prestes a ser solto.
Não há informações sobre o paradeiro de Tee Kok King, preso por tráfico de drogas.
Mas há muito debate sobre o destino de Davidson.
A polícia da Indonésia diz que ele está escondido em Bali, onde teria contatos extensos com a máfia local. No entanto, um dos maiores grupos de mídia da Austrália, o News Corp, especula que ele esteja na cidade de Pattaya, na Tailândia, considerada a capital da criminalidade no leste da Ásia.
O peruano Roberto Castro, um dos prisioneiros de Kerobokan, diz que o rumor que circula na prisão diz que Davidson está escondido na Malásia.
Mas de acordo com o perfil de Davidson no Facebook, sob o pseudônimo de Matthew Rageone Ridler, ela viajou para Amsterdã, Alemanha e Dubai nas semanas depois de sua fuga.
Davidson também está usando o Facebook – onde usa o pseudônimo de Matthew Rageone Ridler – para provocar as pessoas que estão em seu encalço, postando pôsteres cômicos de “procurado” e descrevendo a si mesmo como “gangster e conquistador”. Ele publica atualizações como: “faz 50 dias, querem me dar uma rodada de aplausos?”
As piadinhas lhe renderam status de celebridade e comparações com Frank Abagnale, o golpista retratado por Leonardo DiCaprio no filme Prenda-me se For Capaz.
Resta a dúvida: por que Davidson participou de uma fuga tão arriscada faltando apenas 10 dias para o fim de sua sentença?
De acordo com Castro, o prisioneiro peruano, Davidson estava apreensivo em relação à sua extradição iminente para a Austrália. “Todo mundo na prisão sabe que ele escapou porque seu tempo aqui estava acabando e a polícia australiana iria pegá-lo pelo envolvimento dele com drogas em seu país natal.”















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