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Datafolha: 72% dos cariocas têm vontade de sair da cidade por causa de violência

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Pelo menos sete em cada dez moradores da cidade do Rio de Janeiro deseja sair da cidade por causa da violência. Esses números foram divulgados sábado (7) pelo jornal Folha de S. Paulo, dias depois de um intenso conflito entre facções criminosas – e horas após um tiroteio ser ouvido no Morro dos Macacos pelos moradores.

O estado de alerta e a falta de insegurança é parte do cotidiano de milhares de pessoas no Rio de Janeiro conforme mostra o levantamento, sendo que 67% afirmaram que ouviram algum tiro recentemente. Só na madrugada de domingo, uma adolescente de 16 anos foi atingida por uma bala perdida dentro de sua casa. No mesmo tiroteio, dois homens morreram em confronto com a polícia.

Entre as possíveis causas da sensação de insegurança apontadas pelos entrevistados está a administração do governo de Luiz Fernando Pezão, considerada como ruim/péssima na área de segurança por 74% das pessoas. Outras 21% consideram regular e apenas 5% classificaram como ótimo/bom.

Outro ponto registrado no levantamento do Datafolha está a morte de policiais militares: somente no ano de 2017, foram registrados mais de cem assassinatos de oficiais no estado do Rio. A falta de segurança levou, inclusive, o presidente Michel Temer a autorizar o uso das Forças Armadas para auxiliar na segurança pública até o fim do ano que vem.

Para 83% dos entrevistados, é necessária a atuação dos militares no combate à violência local, enquanto 15% são contrários. Sobre a eficácia disso, 52% dizem que a presença do Exército não mudou em nada a realidade local, já 44% consideram ter melhorado, e 2% afirmaram que piorou.

A sensação de desconfiança contra os policiais militares também foi apontada na pesquisa. O carioca tem mais medo (67%) do que confia (31%) nos agentes. Contudo, em relação à Polícia Civil e o Bope (braço da PM), o cenário é diferente – e a maioria mais confia do que desconfia dos oficiais.

Sobre as causas do medo, os moradores do Rio de Janeiro apontaram que são: bandidos (49%), polícia (23%), e ambos (23%). Apenas 2% dos entrevistados disseram não ter medo nem de polícia e nem de bandido. Entre a população mais pobre, com renda familiar mensal de até dois salários mínimos e os mais jovens (entre 16 e 24 anos), o temor da polícia aumenta, chegando a 28%.


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