O patrão de Ivanice Carvalho da Costa, a brasileira morta acidentalmente pela polícia portuguesa, se ofereceu para pagar o translado do corpo de Lisboa para o Brasil.
“O dono do café do aeroporto, onde trabalhava a ‘Nice’, vai pagar estas despesas”, revelou ao jornal português Expresso, a tia materna da vítima, Célia da Costa.
A brasileira foi atingida no pescoço e morreu antes de chegar ao hospital. A vítima e o marido estavam em um Renault Megane preto, a caminho do trabalho, no Aeroporto de Lisboa.
Contudo, antes de existir uma solução para o translado do corpo de Ivanice Carvalho da Costa, um ‘post’ dentro do grupo chamado “Apoio a brasileiros em Lisboa” na rede social Facebook, a jovem Raquel Froes, 25 anos, abriu um tópico com a sugestão de ajuda à família da vítima, para angariar fundos e colaborar com o envio do corpo para o país.
Pessoal, hoje uma brasileira foi morta por engano em Portugal. O estado não se responsabiliza e a mãe não tem dinheiro para enviar o corpo para o Brasil. Eu não a conhecia, nem de longe, mas fiquei emocionada com o assunto. Principalmente porque….. poderia ser qualquer um de nós. Acho que a comunidade brasileira se reúne pouquíssimas vezes aqui fora, mas agora não seria a hora? Se cada um doasse no máximo 5 eurinhos já não fazia muita diferença? O que vocês acham? Logo em seguida, mais de 200 brasileiros responderam ao chamado e se mostraram dispostos a ajudar financeiramente. Segundo Raquel, que inclusive é voluntária numa ONG de apoio a imigrantes em Lisboa, como não se podia contar nem com o Itamaraty e tão pouco com o Ministério da Administração Interna de Portugal no que diz respeito ao dinheiro, o jeito era se unir e contar com a solidariedade uns dos outros.
“Falei com a embaixada [brasileira] em Lisboa e eles já informaram que é pouco provável que o Itamaraty colabore financeiramente, já que teriam que fazer o mesmo com todos os imigrantes espalhados pelo mundo em casos similares. O ministério [da Administração Interna] de Portugal também não paga esse translado, pois assim assumiria um papel de culpa, o que não é ocaso”, explicou.















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