Em um movimento que sinaliza a urgência da crise ambiental na agenda da Santa Sé, o Papa Leão XIV nomeou o climatologista brasileiro Carlos Nobre como um dos novos conselheiros do Vaticano. A indicação coloca o pesquisador, uma das maiores autoridades mundiais em estudos sobre a Amazônia e mudanças climáticas, em um grupo estratégico da Cúria Romana.
O órgão para o qual Nobre foi designado, o Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral, é responsável por tratar de questões cruciais como ecologia, migrações, saúde e justiça social.
A escolha de Nobre ocorre em um momento em que a Igreja Católica busca estreitar laços com a comunidade científica para fundamentar suas orientações morais sobre a proteção da “casa comum”. O cientista, que é membro da Academia Brasileira de Ciências e da Royal Society, traz consigo décadas de experiência na investigação dos riscos de “savanização” da floresta amazônica. Segundo apurado pelo Jornal Brazilian Press, a nomeação foi recebida com entusiasmo pela comunidade acadêmica internacional, que vê na figura de Nobre um elo vital entre o conhecimento técnico e a influência global da Igreja na mobilização da sociedade civil.
O conselho agora composto pelo brasileiro inclui uma diversidade de vozes globais, com representantes de países como México, República Democrática do Congo e Estados Unidos. O grupo terá o desafio de assessorar o Pontífice em temas que Nobre descreve como fundamentais para a “sobrevivência da humanidade”. Ao comentar a indicação, o climatologista destacou a importância de unir ciência e espiritualidade para enfrentar a emergência climática, reforçando que o futuro das próximas gerações depende de soluções rápidas e de uma mudança profunda na relação do homem com a natureza.















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