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Brasileiros que utilizaram serviços da quadrilha presa na Florida também são investigados pelas autoridades dos EUA

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Uma ação coordenada pelas autoridades de segurança no Condado de Orange, na Flórida, culminou na última segunda-feira na desarticulação de uma organização criminosa que vitimava imigrantes brasileiros em solo americano. Ao todo, 14 cidadãos brasileiros foram detidos sob a acusação de gerenciarem uma sofisticada rede de fraude imigratória que operava através da empresa de fachada “Legacy Group”.

O grupo é investigado pelos crimes de estelionato, extorsão e organização criminosa, tendo como foco principal a exploração da vulnerabilidade de seus próprios compatriotas que buscavam meios legais para permanecer nos Estados Unidos. Além do grupo, brasileiros que usaram seu serviços também foram identificados e estão sob investigação.

A liderança do esquema foi atribuída a Ronaldo de Campos, Vagner Soares de Almeida, Juliana Colucci e Lucas Trindade Silva, que comandavam uma estrutura de funcionários também composta por brasileiros. Segundo apurado pelo Jornal Brazilian Press, o grupo se passava por profissionais do direito para ludibriar as vítimas, chegando ao extremo de plagiar a identidade visual e o logotipo de um advogado renomado na comunidade brasileira local. Com essa fachada de legitimidade, os suspeitos prometiam a obtenção de autorizações de trabalho e soluções garantidas para o status imigratório, ignorando completamente os critérios estabelecidos pela legislação federal dos EUA.

O “Legacy Group” lucrava milhões de dólares ao vender promessas juridicamente inexistentes, como a suposta “recolocação em status” através de pedidos de asilo. Na prática, a organização protocolava solicitações de asilo sem qualquer base legal, muitas vezes para indivíduos que não se enquadravam nos requisitos de perseguição previstos em lei. Especialistas no sistema jurídico americano reforçam que essa prática é extremamente perigosa, pois processos classificados como “frívolos” resultam em ordens de deportação imediatas e podem banir permanentemente o imigrante de qualquer futura regularização.

A operação reflete um endurecimento nas políticas de fiscalização contra fraudes migratórias no estado da Flórida, onde redes ilegais têm sido alvo prioritário das autoridades locais e federais. O USCIS (Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos) recomenda que as pessoas que contrataram os serviços do grupo busquem assistência jurídica legítima imediatamente para tentar mitigar os danos em seus históricos migratórios, uma vez que a apresentação de documentos fraudulentos compromete a integridade de qualquer petição pendente nos tribunais de imigração.


Atenção: Identificados o brasileiros presos durante operação contra fraude imigratória na Flórida

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