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Tecnologia e medidas de segurança reduzem imigração ilegal no Arizona

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Voando baixo ao longo da fronteira mexicana em um helicóptero Black Hawk, a Patrulha de Fronteira dos EUA pôde avistar torres de vigilância acima dos cactos. Também avistaram seus agentes em caminhões brancos dirigindo entre a mata, em busca de pessoas fazendo uma travessia ilegal. Bem alto, um avião não tripulado transmitiu imagens do terreno para um centro de inteligência em Tucson, Arizona. Pilotos passaram em aviões de reconhecimento transportando radares e câmeras de infravermelho capazes de distinguir um imigrante com uma mochila de um animal selvagem a muitos quilômetros de distância.

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A Alfândega e Proteção de Fronteiras, a agência controladora da Patrulha da Fronteira, reforçou seu setor aéreo com mais de 260 aeronaves. Ela adquiriu uma matriz de tecnologia, incluindo sensores terrestres e dispositivos de detecção aérea desenvolvidos pelo Departamento de Defesa no Iraque e no Afeganistão, e criou uma estrutura de comando ao estilo militar com operações de inteligência expandidas para coordenar os agentes no terreno.

Em Nogales, uma descontraída cidade de fronteira que cerca a maior porta de entrada no Arizona, veículos da equipe da Patrulha de Fronteira percorrem livremente a estrada de terra ao longo de uma barreira de 5 metros feita de postes de metal que dividem a cidade americana de sua gêmea mexicana, também chamada Nogales. Até recentemente, os agentes tiveram de manter uma certa distância. Mas Leslie Lawson, o agente chefe da Patrulha de Fronteira em Nogales, Arizona, disse que a barreira foi um exemplo de uma pequena melhoria que fez uma grande diferença.

Uma cerca menor construída na década de 1990 havia sido coberta com tapetes para evitar que os mexicanos conseguissem enxergar além dela. Contrabandistas transportavam pessoas ou narcóticos sobre a cerca para em seguida arremessar pedras contra agentes desde colinas no lado mexicano, assim permitindo que os imigrantes se escondessem. Em 2011, o setor de Lawson sofreu mais ataques de pedras contra os agentes do que qualquer outro no país – 170 no total.

No ano passado, 4 quilômetros da antiga cerca foi substituída por postes posicionados de maneira estratégica. Os agentes conseguem avistar os imigrantes antes de eles chegarem perto da cerca. Ataques com pedras diminuíram cerca de 60%.

Um defensor em Nogales do progresso da agência de fronteiras é o prefeito, Arturo Garino. Ele disse que sua cidade se tornou uma das mais seguras do Arizona, com um assassinato nos últimos seis anos.

Mas uma maior eficiência teve um custo humano. Imigrantes foram empurrados cada vez mais para as paredes rochosas e vales remotos da paisagem mais mortal da fronteira. Muitos imigrantes pagam a contrabandistas valores maiores. No entanto, por causa do forte esquema de segurança, eles não sentem mais nenhuma obrigação de terminar o trabalho de levar os migrantes até os EUA. De acordo com dados compilados pelo jornal Arizona Star, no ano passado, 172 corpos foram encontrados no deserto do Estado de fronteira.


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