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Prefeito de Ferguson critica demora de chegada da Guarda Nacional

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O prefeito de Ferguson, James Knowles, criticou na terça-feira (25) a demora da Guarda Nacional em chegar à cidade na noite de segunda para conter os protestos violentos realizados na cidade depois que o júri de St. Louis anunciou sua decisão de não indiciar Darren Wilson, o policial branco que matou a tiros o jovem negro Michael Brown, em agosto.

“A decisão de adiar a implementação da Guarda Nacional (em Ferguson) é profundamente preocupante”, afirmou o prefeito em coletiva de imprensa. “Estamos pedindo para que o governador disponibilize e implemente todos os recursos necessários para prevenir mais destruição a propriedades e a preservação da vida na cidade de Ferguson”, afirmou.

Knowles também disse que nenhuma decisão foi tomada até agora sobre o futuro de Wilson. O policial permanece em licença administrativa remunerada, que está desde que atirou contra o jovem, até que uma investigação interna seja concluída, disse o prefeito.

Na noite de segunda, tiros e explosões foram ouvidos na cidade do estado de Missouri. Carros incendiados e saques também foram registrados. Manifestantes queimaram edifícios, saquearam lojas e atiraram contra a polícia. Pelo menos 12 imóveis foram incendiados pelos manifestantes dentro da cidade e nas proximidades – a maioria foi totalmente danificada.

Além da Guarda Nacional, tropas de choque, FBI e Swat foram às ruas de Ferguson, e os tumultos foram controlados com gás lacrimogêneo.

Segundo o sargento Brian Schellman, da polícia de St. Louis, 61 pessoas foram detidas. Os confrontos representaram a pior noite de distúrbios na cidade desde agosto.

Os protestos se estendem por Nova York, Chicago, Los Angeles, Washington D.C., Oakland e outras grandes cidades do país. Em Nova York, duas pessoas foram presas.

Decisão

Depois da decisão, o presidente dos EUA, Barack Obama, pediu calma à população de Fergunson. Obama pediu que possíveis manifestações fossem pacíficas, segundo comunicado da Casa Branca. O mesmo pedido foi feito pelo governador do Missouri, Jay Nixon.

Darren Wilson não será processado porque ojúri de St. Louis concluiu que não há provas suficientes para processá-lo, anunciou o promotor da comarca, Robert (Bob) McCulloch. “Darren Wilson não será acusado em conexão à morte de Michael Brown ocorrida em 9 de agosto em Ferguson”, afirmou McCulloch.


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