
O Palácio do Planalto interveio diretamente na reunião do Conselho de Administração da Petrobras em 28 de janeiro, para tentar impedir que a empresa incluísse no balanço financeiro do terceiro trimestre de 2014, as perdas de R$ 88,6 bilhões provocadas pela corrupção. Por diversas vezes, ao longo do dia, a Presidência da República ligou para Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda e presidente do conselho e ordenou que ele brecasse qualquer iniciativa de quantificar oficialmente a corrupção na estatal. Isso o obrigou a sair da sala onde o grupo estava reunido.
A decisão de incluir os R$ 88,6 bilhões em um anexo do balanço só foi tomada diante da ameaça de representantes dos acionistas minoritários, Mauro Cunha e José Monforte, de recorrerem à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e denunciarem as manobras do governo. Eles receberam imediatamente o apoio de Graça Foster, que externou claramente a posição da diretoria da Petrobras de dar importância e transparência à estimativa de números da corrupção, mesmo que as perdas possam ser ainda maiores. Foi naquele momento, conforme conselheiros ouvidos pelo Estado de Minas, que a demissão de Foster e dos demais executivos da estatal foi selada.
Ao comunicar à presidente Dilma Rousseff que não houve como manter os números das perdas em segredo, Mantega relatou o apoio dos diretores da Petrobras aos minoritários. A chefe do Executivo ligou para Graça e cobrou endosso à posição do governo. A executiva, contudo manteve a defesa sobre a divulgação dos R$ 88,6 bilhões, por considerá-la o que, no jargão das companhias de capital aberto, se chama de “fato relevante”. Depois dessa conversa, Dilma pediu ao ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que preparasse a sucessão na Petrobras. Ele saiu a campo imediatamente – e também tratou de vazar a decisão presidencial.
Todas as vezes em que teve contato com o Planalto para dar os detalhes do que ocorria na reunião do conselho, Mantega deixou a sala de reuniões. O entra e sai incomodou parte dos presentes, pois ficou claro que o governo estava disposto a fazer valer sua posição em um assunto extremamente técnico e delicado. A presidente da República não contava, porém com o apoio explícito dos diretores da Petrobras, incluindo Graça, aos representantes dos acionistas minoritários. Procurado para se pronunciar sobre isso, o Palácio do Planalto não se manifestou. A queda de Graça e de cinco diretores da Petrobras está custando caro ao governo.















Mentirosa e vulgar essa mulher que se intitula presidenta…enganou o povo brasileiro…ferro nela…