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Modelo canadense com mesma doença de Michael Jackson inspira todo o mundo

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modelo canadense

Chantelle Winnie está revolucionando o mundo da moda. A jovem modelo canadense, que adora um café-da-manhã tipicamente inglês, com linguiça, bacon e ovos, é a “it girl” da diversidade em um mundo dominado pela padronização da beleza.

Diagnosticada com vitiligo aos 4 anos, mesma doença de Michael Jackson, superou anos de bullying e rejeição para realizar seu sonho de se transformar em uma modelo internacional.

Descoberta do anonimato para participar do programa “America’s Next Top Model” e escolhida anos depois como garota-propaganda da marca Desigual, de Barcelona, Chantelle diz amar cada segundo da fama, sua “incrível” vida pontuada por boas noites de sono e café-da-manhã com a mãe em Toronto.

A modelo de 20 anos já conseguiu alcançar muito em sua lista de desejos, mas o maior deles continua: estampar a capa da bíblia da moda americana, a revista Vogue, cuja editora mãos-de-ferro, Anna Wintour, ela ainda não conhece. Ainda.

Divertida e sorridente, a modelo transparece um estilo delicado no exterior que contrasta com sua determinação de ferro.

Ela se transformou em uma espécie de embaixadora do vitiligo, doença que causa despigmentação da pele e afeta mais de dois milhões de americanos. A modelo aprendeu a se orgulhar de quem ela é.

Mas não foi uma caminhada fácil até a passarela da Desigual durante a Semana de Moda outono-inverno 2015 de Nova York.

Criada por mãe solteira, cabeleireira, ela visitava com regularidade seu pai, um jamaicano que mora em Atlanta.

Mas Chantelle sofreu muito preconceito na escola como uma adolescente rejeitada por todas as agências de modelo de Toronto.

Como toda candidata à fama com respeito próprio, ela criou um perfil em uma rede social, onde foi descoberta pela ex-modelo Tyra Banks, apresentadora do duradouro ‘reality show’ “America’s Next Top Model.”

Winnie saiu do programa em 2014, mas Tyra é claramente sua grande inspiração e as duas ficaram próximas.

O mundo da moda sempre foi culpado por uma grande variedade de pecados: distúrbios alimentares, o culto à magreza, a divulgação de uma imagem de perfeição que a mulher comum nunca conseguiria alcançar e também de priorizar os brancos.

Apesar do rosto manchado de Winnie impressionar, ela tem a beleza esperada para uma modelo: tem 1,78 metro de altura, pernas e braços finos, maçãs do rosto proeminentes e cintura fina.

E ela não é a única a desafiar os padrões. Uma modelo com Síndrome de Down desfilou em Nova York esta semana. Modelos “plus-size” se tornam mais comuns em revistas e a semana de moda nova iorquina fechou o cerco contra as más condições a que são submetidas as modelos infantis.

O símbolo da marca, os laçarotes, e as cores fortes combinam com a personalidade da modelo, mas no fundo ela diz ser apenas o tipo de menina que ama moletom e tênis.

Ela não se debruça no que aconteceu de ruim no passado e diz que sua mensagem para as jovens meninas é: “concentre-se na opinião que tem de si mesma e não na opinião que os outros têm de você”.


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1 Comment

  1. Meus parabéns , muito guerreia ela.. Eu tenho isso , temos que viver a vida do mesmo jeito, abaixar a cabeça já mais

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