
Depois de três anos de pesquisa e um investimento de R$ 300 mil, o veterinário Fernando César Quinto, dono da empresa Maramar Pet, de Cabo Frio (RJ), desenvolveu uma ração adesiva para peixes. Para chegar à fórmula do alimento, que é colado no vidro do aquário, a empresa recebeu apoio da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro). A ração, que concorre com marcas importadas, tem se favorecido com o dólar alto.
Na criação dos adesivos, o veterinário usou o formato de pastilha, já conhecido por oferecer uma dosagem mais precisa do alimento e evitar o desperdício em relação à ração em flocos. “É impossível calcular a quantidade exata de flocos ou da ração flutuante para jogar na água. Sempre há sobra.”
Segundo ele, a opção adesiva oferece mais um momento de contemplação dos animais para os apreciadores, diferentemente das versões conhecidas como pastilhas de fundo que, quando colocadas no aquário, ficam ocultas. “Os peixes chegam muito próximos do vidro. E, com a febre das filmagens e dos selfies, apreciá-los tão de perto é um espetáculo”, afirma.
Além disso, de acordo com o veterinário, as propriedades do alimento são mais concentradas. “Elas possuem substâncias que potencializam as cores dos peixes. A astaxantina é indicada para os peixes vermelhos e aspirulina para os azuis e verdes.” Logo que começou a desenvolver a pastilha adesiva, há quatro anos, Quinto entrou com um pedido de registro no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). “Ainda não tivemos o parecer final. Mas, até agora, não houve nenhuma contestação, o que é positivo.” O produto começou a ser vendido em março deste ano.















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