A ideia de oferecer uma renda garantida para todos os cidadãos independente de sua condição social e econômica é chamada de Renda Básica Universal (RBU), e está flutuando há séculos pelo mundo. Thomas Paine escreveu sobre ela por volta dos anos 1790, e em 1967, Martin Luther King Jr. falou sobre o seu apoio a um projeto de renda básica universal nos EUA. Hoje, na cidade de Stockton, Califórnia, o prefeito Michael Tubbs é quem está interessado em implementar o sistema na cidade.
Para testar a ideia, Tubbs está planejando lançar um experimento chamado de Demonstração de Poder Econômico de Stockton. O projeto do ano que vem, será a primeira tentativa real de renda básica universal no país com o apoio do governo.
A maior parte do financiamento do SEED virá de um grupo de advocacia de renda básica do Projeto de Segurança Econômica, que fornecerá US$ 1 milhão para o lançamento do programa. O plano é selecionar um número ainda não divulgado de destinatários dos 315 mil cidadãos de Stockton para receber a quantia mensal fixa de US$ 500 – ou US$ 6 mil por ano. Em relação à duração, Tubbs pretende fazer o teste por, pelo menos, três anos.
Stockton é uma cidade localizada a 80 km de Berkeley, e foi a primeira cidade a declarar falência em 2012, e cinco anos depois, ainda se encontra em situação de pobreza, com uma taxa de desemprego de 7,3% – quase o dobro da média nacional, que é 4,3%. A renda média de uma casa em Stockton é de apenas US$ 44.797, valor muito abaixo da renda familiar média do estado da Califórnia de US$ 61.818.
Tubbs enxerga a RBU uma alternativa criativa e necessária à renda tradicional. O prefeito, de 27, anos contou que a sua inspiração para o SEED vem do saber de Martin Luther King e de sua experiência pessoal crescendo na pobreza. Ele relatou que viu em primeira mão o estresse e as dificuldades causadas por não poder pagar contas e outras necessidades. “A tensão não acontece porque as pessoas não têm caráter, mas porque elas não têm dinheiro”, ele disse.
Críticos da RBU, no entanto, muitas vezes enfatizam um potencial efeito colateral indesejável, argumentando que dar às pessoas uma renda fixa, especialmente àqueles que estão desempregados irão se desviar da busca por emprego. Eles dizem que a RBU promoverá a cultura da preguiça, além da completa dependência.















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