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Retrospectiva 2017: Internacional

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Tragédias ambientais, ataques terroristas, eleições presidenciais e conflitos que mudaram a vida de milhões de pessoas. Em 2017, o mundo seguiu com os olhos atentos aos mandos e desmandos das grandes potências mundiais, enquanto recolheu os restos de destruição por onde passaram. Ao mesmo tempo em que a palavra ‘Feminismo’ foi escolhida pelo dicionário norte-americano Merriam-Webster como a palavra do ano.

Trump declarou que Jerusalém é a capital de Israel, contrariando a guerra secular que é travada na região por disputa geográfica e religiosa.

Vladimir Putin lançou um eixo com líderes do mundo islâmico – o turco Tayyip Erdogan, o sírio Bashar al Assad e o egípcio Abdel Fatah al Sisi – para enfrentar as crises no Oriente Médio. Putin foi à Síria para anunciar, ao lado de Assad, o início da retirada das tropas russas do país árabe; ao Cairo para impulsionar as relações com o país mais populoso e o maior exército do mundo árabe; e à Turquia para abençoar a campanha anti-Trump sobre Jerusalém, às vésperas do encontro das nações islâmicas em Istambul.

Essa não é a primeira decisão polêmica de Trump, que no último dia 14 aprovou a abolição do princípio da “neutralidade de rede”, que pode influenciar o rumo da internet na América e no resto do mundo.

As consequências mundiais, entretanto, não se restringem ao virtual. Trump vive uma saga contra a Coreia do Norte, em uma constante troca de ofensas com o ditador Kim Jong-un, que pode desencadear em uma terceira guerra mundial.

O terrorismo não é o único mal enfrentando pelos norte-americanos, que no dia 1º de outubro vivenciaram o mais sangrento episódio com arma de fogo na história do país. A onda de violência foi abraçada pelos supremacistas brancos que marcharam contra negros, imigrantes, homossexuais e judeus na cidade de Charlottesville, em 12 de agosto.

Na Alemanha, o partido de extrema-direita ganhou força nas últimas eleições presidenciais que reelegeram Angela Merkel.

Partidos como esse vêm se repetindo e ganhando espaço por toda a Europa, em uma onda de discursos contra refugiados e imigrantes. Na França, a força de Marine Le Pen surpreendeu até os eleitores da tradicional direita. Por fim, Emmanuel Macron venceu as eleições presidenciais garantindo a maioria na Assembleia Nacional.

Além da França e da Alemanha, outros cinco países tiveram eleições presidenciais: HolandaIrãEquadorHonduras, e Chile. Em Zimbábue, Emmerson Mnangagwa jurou como novo presidente ao substituir Robert Mugabe, que renunciou após 37 anos no poder. Assim como no Peru, o Congresso aprovou uma moção levada a cabo pela oposição para iniciar o processo de remoção do presidente do país, Pedro Pablo Kuczynski.

Na Venezuela, o polêmico referendo de Nicolás Maduro dividiu opiniões na América Latina. O país passa pela sua pior crise, com instabilidade política e uma violência que disparou o número de mortes. E os protestos separatistas da Espanha quase culminaram em uma guerra civil.

As tragédias ambientais chegaram a mexer no preço do barril de petróleo dos Estados Unidos, deixaram Portugal de luto após um incêndio, assim como na cidade do México, após terremoto, em outubro desse ano. Maior do que a destruição de tsunamis, terremotos, e furacões, foi o ataque sofrido na Somália.

Donald Trump não é apenas um político de declarações polêmicas, ele é também acusado de assediar 17 mulheres no passado. Como ele, o produtor de cinema Harvey Weinstein, os jornalistas veteranos Charlie Rose e Matt Lauer, o ator Kevin Spacey, o candidato ao Senado Roy Moore, e o senador da oposição Al Franken, também sofreram acusações.

Ao mesmo tempo, o rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud, assinou um decreto, autorizando a emissão de carteiras de motorista para mulheres. E Meghan Markle, atriz divorciada, ativista e de origem negra, será a mais nova integrante da realeza britânica ao se casar com o príncipe Harry.


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