Suspeito encomendou a morte nos EUA. Segurança Luciano Carvalho Couto foi morto em dezembro de 2005. Varley Ramos da Costa nega ter ordenado o crime.
O pedreiro Varley Ramos Costa, de 53 anos, passa, nesta segunda-feira (12), por audiência do processo em que é acusado de mandar matar o segurança Luciano Carvalho Couto, de 31anos, que tinha um relacionamento com a esposa do réu, em Goiânia. Ele estava morando nos Estados Unidos, mas foi deportado e aguarda o processo preso. Varley nega ter ordenado o crime. A audiência é presidida pelo juiz Jesseir Coelho, no Fórum Criminal de Goiânia. Foram listadas oito testemunhas para serem ouvidas, além de Varley. Segundo a denúncia do Ministério Públicode Goiás (MP-GO), o crime aconteceu porque o pedreiro não aceitava o relacionamento de sua mulher, Sueli Gomes, com a vítima. Na época em que Varley foi deportado, a defesa do preso alegou inocência e que ele não tem qualquer ligação com o assassinato.
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A reportagem não conseguiu conversar com a defesa de Sueli e Varley antes do inicio da audiência realizada nesta manhã. Na denúncia consta que Varley se mudou para os Estados Unidos em 2002 e que sua esposa, Sueli Gomes, ficou no Brasil com os filhos. Apesar de não terem se separado formalmente, ela passou a manter um relacionamento público com Luciano. No início de 2005, a mulher viajou para os Estados Unidos para deixar os filhos com Varley. Enquanto estava nos Estados Unidos, segundo o processo, Sueli morou com Varley, mas se comunicava frequentemente com Luciano por meio de cartas e telefonemas. “O denunciado, ao ver aproximar a data em que Sueli retornaria para o Brasil, resolveu mandar matar Luciano”, aponta o documento do Ministério Público.

Morte do segurança
O crime aconteceu no dia 15 de dezembro de 2005, no Setor Capuava, em Goiânia. Luciano estava em casa quando dois homens chegaram em uma moto. Um deles desceu, pediu para falar com o segurança e, quando ele saiu, foi baleado e morreu. Ainda segundo a denúncia, Sueli ligou para a família da vítima e disse que o mandante do crime seria Varley. Segundo o promotor Maurício de Camargos, autor da denúncia, a mulher não foi denunciada porque não ficou comprovada ligação dela com o crime. “Ela não tinha interesse na morte do Luciano, ela estava preparando para se casar com ele quando voltasse para o Brasil. Durante a investigação, não ficou comprovado que ela passou informações para Varley ou que soubesse das intenções dele”, afirmou.
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Deportação
Varley chegou a Goiás em 23 de outubro, desde então ele está detido na Central de Triagem do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Na época, o advogado dele, Mário Augusto da Silva Rocha, afirmou que o cliente foi deportado quando tentava regularizar documentos. “Ele entrou ilegalmente nos Estados Unidos em 2002 e estava lá desde então. Ele nem sabia que tinha mandado contra ele, foi preso no fim do ano passado, quando foi tentar regularizar a situação dele, pois estava na lista da Interpol. Como que ele mandou matar alguém de lá, contratou alguém que nunca nem foi achado, ninguém sabe quem é?”, questionou o advogado. Segundo o defensor, ele provará que o cliente não tem ligação com o homicídio. “Estão atribuindo esse caso ao Varley porque a mulher dele teve um caso com a vítima. Ele está preso sem prova nenhuma dentro do processo, é um absurdo”, completou. O processo ainda está na fase de instrução, quando são ouvidas testemunhas do caso para que seja definido se ele vai a júri popular.















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