ComunidadeDestaquesNotícias

Com delivery de coxinha, brasileiros faturam R$ 2 milhões nos EUA e querem “conquistar o mundo”

0

A possibilidade de pedir comida por aplicativo de celular não é nenhuma novidade. É fato!

Mas dois brasileiros provam que estar atento às possibilidades do mercado e apostar na tecnologia para alavancar o negócio fazem a diferença para uma receita de sucesso. Quer uma prova? Em 2018, o casal Ricardo Rosa e Vanessa Oliveira, proprietário do Petisco Brazuca, faturou US$ 550 mil (cerca de R$ 2 milhões) vendendo e entregando coxinhas por meio de um dos primeiros aplicativos de entrega de lanches brasileiros nos Estados Unidos. E a meta para este ano é crescer este número e fechar 2019 faturando US$ 800 mil (aproximadamente R$ 3 milhões) com petiscos genuinamente tupiniquins. Além da coxinha, que responde por 60% das vendas, também são comercializados pão de queijo, croquete de mandioca e bolinhos de bacalhau via delivery.

Se estes números não foram suficientes para te impressionar, saber que o investimento inicial do negócio foi de US$ 1 mil (R$ 3,7 mil) pode te fazer mudar de ideia. O valor foi suficiente para cobrir os custos dos equipamentos (como freezer e sacolas térmicas, por exemplo) e dos ingredientes que deram origem ao negócio, como lembra Ricardo. Isso porque, a produção dos alimentos e, especialmente, o desenvolvimento da base tecnológica na qual a empresa está ancorada – e que envolve da programação do site à estruturação do aplicativo – foi capitaneado pelo casal (ela ex-bancária e, ele, profissional das áreas de marketing e publicidade) e realizada na cozinha de sua casa, no centro de Manhattan, em Nova York.

Resultado de imagem para petisco brazuca

“A ideia do negócio surgiu de uma forma inusitada. Fomos convidados para o aniversário de um amigo brasileiro e ficamos responsáveis por levar petiscos para a festa. Apesar de Manhattan ser repleta de restaurantes brasileiros, não encontramos, nem na internet, nenhum que trabalhasse com a entrega deles. Então, os preparamos em casa, os levamos para a festa e o pessoal gostou. Foi aí que uma amiga, esposa do aniversariante, disse: ‘de repente vocês têm uma ideia legal na mão, pois, assim como vocês, outros brasileiros também podem estar procurando por [este serviço]’”, lembra Ricardo. Desta conversa nasceu a Petisco Brazuca, que fez com que o casal, que tinha ido aos Estados Unidos para passar um ano estudando inglês, resolvesse ficar de vez em terras americanas.

Resultado de imagem para petisco brazuca

Período de incubação contribuiu para o crescimento do negócio

Cerca de três meses após o início das vendas, em julho de 2013, o número de pedidos já havia crescido dez vezes, passando de uma média de cinco para cerca de 50 por mês. No fim de 2014, o aplicativo foi disponibilizado e ultrapassou os 10 mil downloads já no primeiro trimestre após o lançamento, fato que, para o casal, soou como a confirmação de que o negócio tinha futuro. Para isso, no entanto, era preciso dar conta da demanda – sem perder a qualidade. Foi aí que Ricardo e Vanessa recorreram a uma incubadora voltada ao mercado de alimentação, que disponibiliza cozinhas equipadas para a preparação dos alimentos.

Resultado de imagem para petisco brazuca

“Quase enlouquecemos para nos adequar, formalizar tudo, contratar pessoal. Mas conseguimos nos adaptar a esta fase e trabalhamos durante cinco anos só com o aplicativo, conquistando clientes muitos bons, inclusive corporativos”, conta Ricardo. Entre eles estão nomes de peso, como os das gigantes Nike, Yahoo e Amazon. “Geralmente tem um brasileiro dentro destas empresas que é quem apresenta o nosso produto e as torna clientes frequentes. Os brasileiros [que vivem em Nova York] são o nosso cartão de visitas”, brinca o fundador. Hoje, as vendas corporativas respondem por cerca de 30% do faturamento mensal da Petisco Brazuca, que gira entre US$ 80 e US$ 90 mil/mês, na média (entre R$ 300 mil e R$ 336 mil), decorrente da venda de cerca de 100 mil unidades. Os outros 70% ficam por conta dos clientes finais, divididos entre brasileiros saudosos e americanos que foram conquistados pelas receitas tupiniquins.

Resultado de imagem para petisco brazuca

Planos de expansão incluem linha de congelados e vinda para o Brasil 

Para continuar crescendo, a empresa deixou a incubadora e se instalou na fábrica própria em 2017. Para equipá-la, foram importados do Brasil equipamentos específicos, como modeladores de coxinhas e máquinas de empanar os salgados, que resultaram em uma capacidade de produção de 1,5 milhões de salgados por mês – cerca de dez vezes mais do que a Petisco Brazuca comercializa atualmente. Tal capacidade, porém, já tem destino certo: uma linha de petiscos congelados, já aprovada pelos órgãos americanos e focada no varejo, com lançamento previsto para os próximos meses. “Ela será destinada à distribuição em supermercados”, detalha Ricardo. Já para o primeiro semestre do próximo ano, os planos envolvem a abertura de franquias voltadas à operação de lojas da marca. A primeira delas foi aberta há sete meses, na mesma planta da fábrica, e já responde por 20% do faturamento mensal, tendo os americanos como principais clientes.

Resultado de imagem para petisco brazuca

“A loja surgiu de uma demanda dos clientes, que desejavam uma experiência diferente para consumir o produto”, conta Ricardo. Nela, além dos petiscos que escalonaram o negócio, também são servidos açaí, pastel, sucos naturais e cafés. “Funciona como uma snack shop”, resume o empresário.A lista de possíveis futuros franqueados já conta com 200 interessados em expandir o negócio dentro e fora dos EUA – Canadá, Portugal, México e o próprio Brasil estão entre os possíveis destinos. O retorno para casa, no entanto, não está nos planos de curto prazo da marca. “Vamos primeiro nos estabelecer aqui [nos Estados Unidos] antes de pleitear algo fora. O objetivo é manter a sede aqui, mas encontrar parceiros que consigam levar o negócio para o Brasil”, explica Ricardo.

// Fonte: Gazeta do Povo.

Resultado de imagem para petisco brazuca

A imagem pode conter: comida e atividades ao ar livre

A imagem pode conter: atividades ao ar livre


Por que pássaros estão atacando cada vez mais pessoas nos EUA e no Canadá

Previous article

Homem de 37 anos morre após ‘acidente bizarro’ em praia nos EUA

Next article

You may also like

Comments

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

More in Comunidade