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Audiência Atlético-MG x Ricardo Oliveira termina sem acordo e tem Cazares como testemunha

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Conciliação recusada na audiência de instrução entre Atlético-MG e Ricardo Oliveira, realizada nesta quarta-feira, na 27ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte. O atacante acionou o clube na Justiça do Trabalho e cobra R$ 3,7 milhões, valor que engloba atrasos, multas e até dano moral. Ele já obteve liminar para rescindir o contrato com o Galo. Hoje, defende o Coritiba.

Ricardo Oliveira passou a treinar à parte no Atlético desde que foi comunicado pela diretoria de que não precisava se reapresentar ao clube, na retomada dos treinamentos, em maio, durante a pandemia da Covid-19. Na petição inicial, o atacante alega que sofreu ato discriminatório do clube, pedindo indenização por dano moral. Ao Seleção SporTV, no dia que completou 20 anos de carreira, Ricardo Oliveira falou abertamente sobre o litígio com o Galo, e chegou a atacar a diretoria (veja o vídeo no fim da matéria).

A audiência desta quarta-feira foi virtual e teve o ex-armador do Atlético, Cazares, como testemunha de Ricardo Oliveira. O equatoriano, que trocou o Galo pelo Corinthians em setembro, falou sobre a rotina no clubes desde a pandemia da Covid-19. O ex-camisa 10 não foi retirado da lista de jogadores do Atlético em maio, mas ficou igualmente fora dos planos após ser diagnosticado com Covid-19, se recuperar e passar a treinar “à parte”.

“Que atua pelo reclamado (Atlético) desde janeiro de 2016; que deixou de atuar pelo reclamado há três semanas, mais ou menos; que o depoente estava na lista para retorno das atividades; que todos os atletas que não constavam na lista não recebiam salários; que os atletas da lista, apesar do atraso, recebiam seus salários; que o depoente treinava com o grupo até dar positivo no Covid; que após a quarentena o depoente treinava à parte do grupo; que não tinha acesso à folha de pagamento dos colegas; que o clube já chegou a dever três meses de salário; que as atividades dos atletas eram repassadas pela comissão técnica; que o retorno dos atletas na pandemia foi gradual.”

O preposto do Atlético também prestou depoimento e deu a versão do clube sobre a não convocação de Ricardo Oliveira para os treinos na Cidade do Galo:

“Que não teve convocação do reclamante (Ricardo Oliveira) para retorno aos treinamentos; que em razão da pandemia o acesso à academia e mais espaços estavam restritos; que o atleta sem convocação pode retornar ao clube, mas no momento não era possível pela pandemia; que os atletas convocados eram divididos em grupos para o treinamento; que somente entrava no clube os atletas constantes da lista; que foi passada uma rotina de trabalho para o reclamante, através de ligações telefônicas; que não sabe precisar a data, mas os atletas foram pagos de acordo com a disponibilidade.” Agora, o juiz da 27ª Vara vai publicar a sentença no prazo legal.


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