Ele tem apenas 1,64m de altura, mas foi um gigante em campo. Matheusinho viveu um domingo especial. Superou as dores no joelho direito e marcou o gol da vitória do América-MG sobre o Santos, por 2 a 1, no Independência. Esse gol manteve vivas as chances do Coelho na briga contra o rebaixamento, desafio que está a cargo agora do técnico Givanildo Oliveira, justamente o treinador que lançou Matheusinho, em 2016.
Em entrevista após o jogo, o meia de 20 anos fez revelações sobre o esforço para que pudesse estar em campo contra o Santos, confronto fundamental para o América-MG seguir com chances de escapar da queda no Campeonato Brasileiro.
– Eu não estava aguentando jogar. Estava vindo para alguns jogos, outros não, por causa da tendinite. Essa semana foi muito puxada e não estava conseguindo nem treinar de tanta dor. Vim para o jogo (contra o Santos) no sacrifício. Tomei injeção para jogar. Mas Deus é tão bom que me abençoou com o gol e consegui ajudar a equipe.
A tendinite no joelho direito tirou Matheusinho do jogo passado, quando Givanildo Oliveira estreou pelo América-MG, na derrota por 2 a 0. O jovem jogador não pôde participar da reestreia no Coelho do técnico que o lançou em 2016 e que agora tem a missão de livrar o time do rebaixamento na reta final do Campeonato Brasileiro.
Por isso, uma vitória sobre o Santos era vital para o América-MG. E Givanildo, após consultar os médicos, não pensou duas vezes em apostar em Matheusinho contra o Santos.
Em campo, Matheusinho participou das jogadas de ataque contra o Santos. Procurou se movimentar, dar opção aos companheiros. No segundo tempo, aos 19 minutos, o meia recebeu a bola na entrada da área e arriscou o chute. A bola desviou em Gustavo Henrique e foi para as redes, fechando o placar em 2 a 1 para o América-MG. Acabou substituído aos 32 minutos da etapa final.
– É uma pena que ele ainda não aguenta o jogo todo. Ele entrou normal, porque perguntei ontem (sábado), perguntei hoje (domingo), os médicos examinaram. Ele disse que estava legal, concentrou. “Estou bem. Vou pro jogo”. Eu disse: “Vamos fazer o seguinte, amanhã (domingo), antes de sair do hotel, converso com você de novo”. Ele disse que estava legal. Eu falei: “Quando não aguentar, pode levantar o braço que te tiro”. Foi por aí.















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