
Pela lógica, Portugal é o adversário mais forte que o Brasil vai enfrentar até o final do ano.
Se a lógica se confirmar, a tendência é que só Felipão veja graça nas partidas da Seleção que restam em 2013. Na terça, nos Estados Unidos, o Brasil passou com facilidade pelos portugueses, sem Cristiano Ronaldo, em um jogo com bom futebol só no primeiro tempo.
A partida começou lenta, mas nem por isso muito amistoso: aos 7 minutos, João Pereira entrou com força em Neymar e levou amarelo. Três minutos depois, ao tentar chegar em um lançamento, o atacante brasileiro deixou a perna no goleiro Rui Patrício e também levou o cartão.
Depois disso, o nervosismo aumentou em campo, e Portugal aproveitou. Aos 12 minutos, João Pereira cruzou da direita e Raul Meireles se antecipou à zaga – algo que faria outras vezes no Gillette Stadium – e cabeceou na trave.
O susto não acordou o Brasil. Aos 17 minutos, Maicon fez pensar se há uma maldição na lateral direita. Depois de Daniel Alves fazer o gol contra que deu a vitória à Suíça, em agosto, seu substituto foi atrasar uma bola para Julio Cesar em frente a Raul Meirelles, que só desviou para abrir o placar.
Aí, sim: a Seleção assumiu uma postura mais parecida com a da Copa das Confederações. Aos 22 minutos, Bernard fez boa jogada na esquerda e lançou Neymar, que chutou para Rui Patrício defender para escanteio. O próprio atacante cobrou, e Thiago Silva acertou um testaço sem defesa para o goleiro português. Aos 34 minutos, Neymar fez a diferença: em arrancada sensacional, Neymar entrou correndo na área portuguesa. Pepe não fez a falta, e o brasileiro aproveitou para tocar no canto de Rui Patrício, virando o jogo.
O gol ajeitou o Brasil na partida. Aos 38, boa jogada tramada por David Luiz, Neymar e Paulinho – Bernard quase marcou o terceiro. Mas o terceiro só viria no segundo tempo – logo no comecinho, em jogada já tradicional no time de Felipão. Neymar lançou o lateral Maxwell na esquerda, que cruzou, rasteiro. Assim como fez contra a Austrália, o atleticano Jô estava no lugar certo na hora certa: em frente ao goleiro, apenas rolou para as redes.
Eram quatro minutos do segundo tempo, e pouco houve de bom futebol depois disso. Portugal tentou uma reação, mas parou na defesa brasileira bem postada e numa grande noite de Neymar. No reencontro de Felipão com a ex-metrópole brasileira, a colônia levou mesmo a melhor.















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