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Léa Campos: Adeus “Pantera Negra” Eusébio da Silva Ferreira

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lea campos eusebioPortugal, e porque não dizer o mundo esportivo, acaba de perder um grande jogador de futebol, sua velocidade e seus potentes chutes marcaram a sua carreira tanto no Benfica quanto na seleção portuguesa e por outros clubes que defendeu.

Eusébio foi e talvez será o maior expoente do futebol português, nunca o vimos  envolvido em escândalos e aventuras. Teve uma vida dedicada à sua família e ao futebol, esporte que tanto amava.

Nasceu em Moçambique, quando ainda era território português, no bairro Mafalala da então capital Lourenço Marques, hoje Maputo, morreu vinte dias antes de completar 72 anos.

É muito difícil dar adeus a alguém que gostamos e convivemos,

comentar a sua morte é difícil porque tive a oportunidade de o ter conhecido e compartilhado com o grande “Pantera Negra”, a quem eu sempre chamei de “panterinha”.

Quando sofri o acidente na Cometa em 1974 fui surpreendida pela visita de Eusébio no Hospital Felício Roxo em Belo Horizonte estando ele no ápice de sua carreira.

Na ocasião me presenteou com a chuteira Eusébio e com a sua camisa 10, me estimulando com a frase: “Vá em frente, isso não acaba aqui, você é forte , lute” .

Estive hospedada na casa  dele em 1972  em Lisboa,  quando apitei vários jogos  em Portugal, entre eles Gil Vicente e o Porto.

Nunca perdemos contato, sempre nos comunicávamos, era uma pessoa que marcava pelo cavalheirismo,  atenção e sua maneira ímpar de atender a quantos o procuravam ou o paravam para pedir um autógrafo ou tirar uma foto.

Sua carreira foi marcada por problemas nos joelhos, operou o esquerdo três vezes e o direito uma vez, mas seu amor ao futebol era ainda mais forte do que as dores que sentia.

Em 1974 despediu-se do futebol português e jogou nos EEUU: em 1975 jogou no Boston Minutemen, em 1976 esteve no Toronto Metros Croatia, onde foi campeão, mas seu desejo de continuar jogando o levou para o México naquele mesmo ano, onde jogou 10 partidas pelo Monterrey (campeonato mexicano), retornando aos EEUU em 1977 indo jogar no Las Vegas Quicksilvers, quando saiu da North American Soccer League.

Mas sua inquietude pelo futebol o levou para New Jersey e encontrou os New Jersey Americans da segunda divisão do América Soccer League e por imposição do destino foi forçado a aposentar-se no final da temporada, não sem antes jogar 5 partidas pelo Buffalo Stallions (1979/1980) da Major Indoor Soccer League.

Se fosse escrever toda a sua trajetória futebolista em Portugal, o Brazilian Press teria que ter uma edição dedicada a ele.

Foi casado com Flora Bruheim com quem teve duas filhas: Sandra (1966) e Carla (1968).

Me sinto orgulhosa de tê-lo tido comigo e me lembro de que quando estava em Lisboa foi meu guia turístico de luxo, levando-me  a conhecer a linda capital lisboeta.

Uma frase de Eusébio me faz ainda mais orgulhosa: “o

O Brasil é muito bom, nos deu: Garrincha, Pelé e você, Lea”.

Meus sentimentos aos familiares  e ao povo português.

Perco um amigo e o mundo perde um exemplo de jogador. Descanse em paz Eusébio.

 

Informar é um privilégio, informar corretamente uma obrigação. 

Léa Campos


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