
Esta semana será muito especial para Fábio. O jogo de volta das quartas de final da Libertadores, contra o Cerro Porteño, ontem (quarta-feira, às 22h), foi importante não apenas por se tratar de uma decisão, mas porque marcará a partida de número 557 do camisa 1 pelo Cruzeiro. Assim, ele se iguala a Raul Plassmann como o arqueiro que mais vezes defendeu o time celeste. Caso entre em campo no próximo sábado, contra o Atlético-PR, pelo Brasileiro, ultrapassará o lendário goleiro para se tornar o maior arqueiro da história do clube pelo menos no número de partidas.
O goleiro festeja a marca expressiva, mas coloca o duelo contra os paraguaios e a classificação para as quartas de final da Libertadores em primeiro lugar. “O mais importante aqui é o jogo do Cruzeiro, depois a gente vai ver a marca (de 557 jogos). O mais importante é que a gente possa estar na próxima fase, forte para que nossos objetivos sejam direcionados para a conquista do título”, afirmou Fábio.
Em sua décima temporada consecutiva, o atual camisa 1 celeste tem ao todo 11 anos de clube, já está entre os maiores da história e no coração da torcida celeste principalmente pela sua regularidade ao longo de todo esse período. “Todo jogo é emocionante, independentemente do número de jogos que você esteja alcançando. Só de vestir a camisa já é um presente de Deus. Então, isso é que eu sempre foco, o importante é estar se sentindo bem e vestindo a camisa do Cruzeiro”, observou.
Com títulos importantes como o da Copa do Brasil (2000), ainda como reserva, e o Brasileirão, ano passado, como capitão, além de cinco estaduais no currículo, sendo quatro em cima do principal rival Atlético-MG, o goleiro é o principal ídolo do time atual. Ele tornou-se a grande referência das novas gerações.
Para o jovem torcedor Arthur Pedrosa, 17 anos, ele já é o maior camisa 1 da história. “Eu cresci vendo o Fábio no gol do Cruzeiro e nas fases boas ou ruins ele sempre se destacou, sempre foi o melhor do time. Para mim já é o maior goleiro da história do clube”, disse o estudante.
Para os torcedores mais antigos, como Cláudio Silva, de 58 anos, Raul ainda está à frente no coração dos cruzeirenses. “Lembro do Raul quando chegou ao Cruzeiro, eu devia ter uns 10 anos, e pouco depois foi campeão da Taça Brasil, em cima do Santos de Pelé. Era um grande time que começava com um grande goleiro e toda a história da camisa amarela ainda. Era um grande ídolo”, contou o advogado, referindo-se à competição que posteriormente foi reconhecida como título Brasileiro pela CBF.
Desde os anos 60, Raul é apontado como um dos maiores goleiros da história do clube e, possivelmente, o maior ídolo debaixo das traves. Mas a ascensão de Fábio já o faz ser comparado ao histórico jogador. “O Raul é uma grande referência que o Cruzeiro teve para ter uma história vitoriosa. Acho que o mais importante é estar mantendo um bom nível, porque dessa forma vou estar sempre ajudando o clube”, comentou Fábio, que tem ótimo relacionamento com o número 1 do passado.
A recíproca é verdadeira e Raul vibra com a marca alcançada pelo atual goleiro. “É um cara que vem jogando muito e muito bem, isso é o mais importante. As atuações dele, o fato de ter sido campeão brasileiro, esse número de jogos que ele estar para passar, se fizer mil jogos, ótimo, até porque não tem confronto, não tem como eu jogar mais”, comentou o ‘eterno goleiro da camisa amarela’, ao UOL Esporte.
Na ‘disputa’ pelo número de jogos Fábio levará vantagem e tem tudo para ampliar o número de partidas, pode até superar Zé Carlos, que tem 633 compromissos. Mas em número de títulos o goleiro atual ainda terá que correr atrás. Raul tem quatro títulos mineiros a mais e a Taça da Libertadores de 1976, isso somente pelo Cruzeiro.















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