
Novo reforço do Atlético-MG, o atacante Lucas Pratto tem por tradição a utilização de camisas que tenham o número dois. Este foi utilizado em sua passagem pela Universidade Católica, do Chile. Já no Vélez Sarsfield, o escolhido foi o 12, que no Brasil, tradicionalmente, é destinado ao goleiro reserva. Porém, no Atlético-MG, o argentino não terá esta opção à sua disposição durante toda a temporada.
Isso porque o número 12 foi aposentado pela diretoria atleticana em 2006, como forma de homenagear o seu torcedor, considerado o décimo segundo jogador do time. Desde então, o clube atleticano só utiliza a numeração em competições em que são obrigatórios números consecutivos a partir do um, como ocorre nas competições sul-americanas.
Dessa forma, Lucas Pratto terá de deixar de lado o número utilizado durante os três anos em que defendeu o Velez, justamente o 12, e escolherá outra numeração para colocar as costas da sua camisa alvinegra.
O número 12 poderá aparecer como opção para o centroavante na disputa da Libertadores, já que na competição é obrigatório a inscrição de um atleta com este número. Normalmente, o goleiro reserva utiliza esta vaga, que em 2015, poderá passar para Pratto.
Na Universidade Católica, o atacante utilizava a camisa 2, numeração incomum para atacantes no futebol brasileiro, pois são usadas normalmente pelos laterais direitos. E no alvinegro mineiro, já tem um dono. Marcos Rocha o usou nas últimas três temporadas.
O número dois é visto como um amuleto utilizado por Pratto em sua carreira. No Atlético, que utiliza numeração fixa no Brasileirão, o jogador terá de procurar uma camisa diferente para conseguir manter a tradição de usar o dois a suas costas. Algo tipo camisas 20 ou 22.
O atleta deixa a definição da numeração para o início do ano, mas não vê problema em abrir mão do 12. “Não tenho problema com número, quando começar a competição, vou decidir o número que vou usar”, observou Lucas Pratto.
A diretoria atleticana mostra animação em relação ao número que Pratto irá escolher para 2015. Assim como aconteceu com Ronaldinho Gaúcho, que usou o pouco tradicional 49 no seu primeiro ano no clube, já que o 10 estava ocupado por Guilherme. O clube vê a possibilidade de conseguir vincular a camisa com o número alternativo às suas costas e conseguir um retorno de vendas.















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