
Embora o Atlético-MG tenha conquistado a Copa Libertadores há duas temporadas e caminhe para a terceira participação consecutiva, disputar o torneio continental é uma novidade para metade dos jogadores inscritos pelo clube para a competição de 2015. Dos 30 atletas escolhidos por Levir Culpi, 14 jamais participaram de alguma Libertadores anterior. Se contar quem nunca jogou, o número sobe para 15, pois Jemerson foi inscrito nas edições passadas, mas ainda não teve a oportunidade de entrar em campo.
Da provável equipe titular para o confronto com o Colo-Colo, nesta quarta-feira (18/2), às 22h, no Estádio Monumental, em Santiago, no Chile, vão ser pelo menos cinco debutantes. Patric, Jemerson, Pedro Botelho, Rafael Carioca e Maicosuel jamais disputaram uma partida do torneio. O que não significa falta de experiência internacional. Enquanto Jemerson e Maicosuel já disputaram outras competições sul-americanas, como a Recopa, Rafael Carioca e Maicosuel participaram de torneios europeus.
“É a primeira vez que disputa a Libertadores. Já joguei duas vezes a Champions e duas vezes a Uefa. Acredito que seja um pouco diferente, pois a Libertadores tem mais aquele clima de guerra, com jogos mais pegados. É uma competição bastante comentada. Fiquei cinco anos na Europa e todo mundo falava sobre ela. Jogador que joga campeonatos como Champions e Uefa está preparado para qualquer outro tipo de desafio”, comentou o volante Rafael Carioca.
A lista de estreantes na Libertadores segue com Douglas Santos, Carlos, Cesinha, André, Dodô, Uilson, Danilo Pires, Tiago e Eduardo. Entre eles está o atacante Carlos. Ainda não vai ser contra o Colo-Colo o primeiro jogo dele no torneio continental, mas o jogador acredita que a experiência vivida na última Copa do Brasil serve de parâmetro para a disputa da Libertadores. Para o camisa 13, quem fez parte da memorável campanha do título nacional conquistado em 2014 está muito bem preparado para qualquer desafio.
“Já venho de uma Copa do Brasil que não foi nada tranquila, com jogos no mesmo estilo da Libertadores, sempre correndo atrás dos resultados. Então acho que eu já me adaptei ao estilo de jogo”.
Caso diferente vive o zagueiro Jemerson. No currículo ele tem o título de 2013, já que foi inscrito antes da semifinal daquela edição. Assim como fez parte dos 30 atletas escolhidos por Paulo Autuori para a competição do ano passado. Porém, o defensor ainda não teve a chance de entrar em campo. “É diferente, nunca joguei. Já tive a oportunidade de ir para o banco, mas não de jogar. É mais uma boa oportunidade para mostrar o meu futebol. Espero me sair bem e que a gente seja campeão da Libertadores”, disse o zagueiro.
Com tantas mudanças, o Atlético fez a média de idade ser menor que era há duas temporadas, caindo de 27,1 para 25,9 anos. Mesmo com alguns titulares mantidos, portanto dois anos mais velhos, a média de idade da equipe considerada a ideal também caiu. Em 2013 era de 28,1 anos e agora está em 27,2 anos.
Por razões óbvias o número de jogadores campões subiu de dois para 14. Se no ano em que foi campeão o Atlético contava apenas com Josué e Alecsandro, campeões por São Paulo e Internacional, respectivamente, agora o clube mantém 12 campeões daquela temporada e ainda chegaram Edcarlos e Dátolo, vencedores por São Paulo e Boca Juniors, respectivamente.
Se de um lado tem o grupo de quem nunca jogou e do outro está o grupo de quem já foi campeão, os gringos Cárdenas e Lucas Pratto não faz parte de nenhum dos dois. Ambos já disputaram outras edições da Libertadores, mas jamais conseguiram o título continental.















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