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Francisco Sampa: Brasil… bandido e ladrão é o que mais tem em nossa nação!

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francisco_sampaÉ uma triste realidade que constatamos nas 24 horas do dia. Isso vem desde os idos de 22 de abril de 1500. Estamos prestes a completar 515 anos de história desde que Cabral cá chegou,  como dizem lá pelas margens do Tejo da Lisboa, velha cidade cheia de encanto e beleza. Não me venham culpar os Tuga, já somos independentes há 193 anos, quase  dois séculos livres da influência dos colonizadores de além mar. Vamos celebrar 126 anos da Proclamação da República, mas não celebramos um dia sem sermos roubados por todos os lados e de todas as formas.

O povo que se diz  ludibriado, roubado e achincalhado, quando pode mete a mão e tira  uma lasquinha, faz o seu mini botim, saqueia cargas de caminhões acidentados, pula catraca, come e sai sem pagar, trabalha 8 horas e diz para o patrão que trabalhou 10. Patrão faz o sujeito trabalhar 12  horas, mas diz que só vai pagar  10. É um Deus nos acuda,  um salve-se quem puder. Todo mundo roubando todo  mundo. Valha-me nosso senhor Jesus Cristo. Cada um rouba de acordo com a facilidade e o acesso. Quem tem acesso a muito (empresários e políticos) rouba muito, veja o caso Mensalão e Petrobras. Quem tem acesso a pouco rouba pouco, mas boa parte da nação mete a mão no bolso ou em algo que  não lhe pertence. Que moral  querem ter para cobrar dos homens  dos executivos, legislativos e judiciários, municipais, estaduais e federal? Um povo que vende o  voto tenta fraudar exames vestibulares e até da OAB. Está faltando Deus no seio da família e da nação brasileira. Estamos sendo escravos da nossa ganância imensurável, desenfreada e o ter em detrimento do ser. Diploma todo mundo quer ter, estudar para saber nem pensar, roupas e tênis de marca, ipad, iphone é muito facebook e muita face de pau. Não tenho religião, mas temo e respeito Deus e obedeço as leis dos homens aqui na terra. Na Bíblia em João 8:23: diz “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. É hora de nós, os brasileiros, conhecermos a verdade, nos descobrirmos, quem somos, o que nós queremos? Temos um dos países mais ricos do mundo e passamos a vida de calças arriadas e um pires na mão, sendo achincalhados e humilhados mundo afora. No mundo já tivemos várias listas com centenas, milhares de nomes, uma das mais famosas, além daquelas das compras mensais de  nossas mães, é a Lista de Schindler, que salvou milhares de vidas dos fornos de HITLER em Auschwitz. Na última sexta-feira, 5 de março,  tivemos mais uma lista para o mundo ver, ler e passarmos mais vergonha em várias partes do mundo. A lista de Janot, o Procurador Geral da República Federativa Roubada Esculhambada do Brasil. Que vergonha, para aqueles que a tem, o presidente do senado e da câmara foram citados, seus pares no congresso nacional  também  e agora vossas excelências, o que os senhores têm a declarar ao povo brasileiro diante de vossas consciências e do bom e justo Deus? Recordo-me do meu professor de Direito Romano nos tempos da FIG Guarulhos, o juiz linha dura Antonio Filardi, palavras dele: “está no código, prezados acadêmicos, o ônus da prova cabe a quem alega, portanto não vamos julgar antecipadamente e sem provas”, mas  queremos que a justiça seja feita. Porém em um país onde o ex-presidente vem a público para dizer: “A coisa está tão grave que é pobre roubando pobre. Eu, antigamente via a notícia de que um bandido roubou um banco e ficava preocupado, mas falava: ‘rouba um banqueiro… o banqueiro tem tanto que um pouquinho não faz falta”. No final de contas, as pessoas falavam: ‘Quem rouba mesmo é banqueiro, que ganha às custas do povo. Eu ficava preocupado… Era chato, mas era… sabe, alguém roubando rico”. Aceitaria  essa frase de qualquer cidadão brasileiro, jamais de um ex-presidente da República Federativa do Brasil. País pelo qual firmei um juramento junto com meus pares sobre a bandeira nacional: “cuja honra e instituição defenderei com o sacrifício da própria vida”. Para encerrar: cassaram o Fernando Collor por muito menos, estamos com a cara pintada de Vermelho Vergonha. Aceitem esta crônica como um desabafo de um velho idealista que ama o Brasil e os meu compatriotas mundo afora. Ainda podemos mudar a triste realidade, percam o medo, pensem nisso, chega de omissão. Espero que depois da Lava Jato, não  venha o banho maria.


Léa Campos: Futebol . Feitiço Feito Esporte

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