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Os resgatados: como Larghi reorganizou o Atlético-MG recuperando cinco atletas

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A missão de Thiago Larghi no Atlético-MG foi muito além de substituir emergencialmente Oswaldo de Oliveira. O ex-auxiliar foi mantido no cargo, por circunstâncias de mercado e também técnicas. O que era para ser um técnico-tampão virou uma aposta. Larghi teve de repensar o time, reavaliar escolhas, imprimir, aos poucos, seu estilo. No planejamento do treinador, chama a atenção o resgate de jogadores que vinham sendo pouco aproveitados. Thiago Larghi reorganizou o Atlético-MG, deu padrão e equilíbrio ao time resgatando cinco atletas.

Patric voltou ao Atlético-MG em 2018, mas precisou esperar seu momento. Na lateral direita, Samuel Xavier foi o escolhido de Oswaldo de Oliveira para começar a temporada como titular. Um dos reforços do clube para a temporada, o jogador, que veio do Sport, não conseguiu se firmar. Com Thiago Larghi, a posição voltou às mãos de Patric. Ele está longe de ser uma unanimidade, pelo contrário, carrega consigo o rótulo de “contestado”. Porém, Patric mostrou ser a melhor solução para a lateral direita.

– Patric se beneficiou da irregularidade de Samuel Xavier, contratado para disputar com ele e Carlos César a posição. Nas passagens anteriores pelo Atlético, Patric sempre se mostrou um jogador com ímpeto ofensivo excessivo, que avançava muito e deixava o time mais vulnerável no setor que ele cobria. Hoje, com Larghi, ele é um jogador mais equilibrado neste sentido. Um lateral mais consciente das suas obrigações defensivas e que cumpre muito bem – analisa Henrique Fernandes, comentarista da Globo/SporTV.

Adilson começou 2018 “fora” do Atlético-MG. Explica-se. O volante foi relacionado para a disputa do Torneio da Flórida, nos Estados Unidos, onde o Galo enviou uma delegação com atletas que, inicialmente, não estavam nos planos e juniores. Preterido por Oswaldo de Oliveira, ele passou a ser prestigiado por Thiago Larghi.

– Acho que foi a grande recuperação de um jogador do elenco do Atlético nesta temporada. O que mais impressiona é o posicionamento e o tempo de bola nas divididas. Melhorou a equipe pela capacidade de coberturas e pela eficiência como primeiro homem de meio-campo. Adilson foi paciente, soube esperar seu momento no time, nunca veio a público externar insatisfação mesmo quando ficou de fora da pré-temporada do time principal, essa capacidade de concentração dele no trabalho e o foco no clube também merecem ser exaltados – destaca Henrique Fernandes.

Gustavo Blanco teve a sequência no Atlético-MG, no ano passado, prejudicada por problemas médicos. O recomeço foi em 2018. Mas precisou esperar um pouco até assumir a titularidade. Com Oswaldo de Oliveira, a dupla de volantes era Elias e Arouca. Larghi assumiu e, inicialmente, escalou Adilson ao lado de Elias. No entando, Gustavo Blanco, quando era acionado no decorrer dos jogos, pedia passagem. O jovem volante ganhou a vaga do experiente Elias.

– Agora Blanco desponta como um dos principais jogadores do meio-campo titular do Atlético, mas desde que Larghi assumiu, enquanto o jovem esteve à disposição, sempre entrou nas partidas. Talvez se Elias não fosse um jogador com tanto peso, tanto currículo, Blanco tivesse ganhado a posição antes, já que oferece a dinâmica e a qualidade na transição que o veterano já não conseguia dar ao time. Ainda acho que há margem pra evolução para Gustavo Blanco, mas o lugar dele no time, hoje, é inquestionável – ressalta o comentarista da Globo/SporTV.

Luan encarou obstáculos nas duas últimas temporadas. Uma grave lesão detectada em 2016 gerou questionamentos sobre como seria o rendimento do atacante a partir de então. O jogador teve dificuldades de emplacar sequências de jogos, não só por causa do problema no joelho. Com Thiago Larghi mudou esse cenário. Participou de 21 dos últimos 22 jogos do time, sempre com intensidade e entrega em campo, e agora com um posicionamento mais recuado.

– A grande surpresa em relação ao 2018 de Luan é a regularidade e a capacidade de ter uma sequência de jogos sem lesões. Luan assume, nessa formação do Larghi, um papel mais defensivo do que teve em outros grandes momentos com a camisa atleticana. Ele é hoje um terceiro homem de meio-campo, que retorna muitas vezes a linha de marcação de Gustavo Blanco e que participa mais das jogadas vindo de trás. Um comportamento tático bem diferente do jogador agudo de lado de campo que chegou ao Atlético em 2013 e ganhou o coração da torcida. O que não mudou foi a luta, a entrega e o espírito – diz Henrique Fernandes.

Róger Guedes

Róger Guedes faz parte do pacote de reforços para 2018. Depois de um bom começo, caiu de rendimento e foi pivô de atos de indisciplina. Reagiu com insatisfação ao ser substituído por Thiago Larghi. Se desentendeu com Tomás Andrade durante um treino. Virou alvo da torcida ao errar um passe que resultou em pênalti, gol e derrota do Atlético-MG. Tinha tudo para perder ainda espaço. Porém, Thiago Larghi preferiu recuperar o atacante.

– No caso de Róger Guedes, Larghi foi bem pela paciência em entender o claro gesto de indisciplina no jogo contra o Figueirense em Florianópolis como um fato isolado e aceitar o pedido público de desculpas do jogador, que teve humildade depois do erro. Quanto a maneira de jogar do time, Róger assume hoje uma posição diferente da que cumpriu na chegada ao Atlético, quando atuava sempre aberto pela direita e trocava pouco de posição. Hoje, na ausência de Cazares, ele é um jogador que flutua por trás de Ricardo Oliveira, com mais liberdade de movimentação em campo. Com isso, movimenta-se dificultando a marcação do adversário e aparece na área para finalizar e fazer os gols – avalia o comentarista da Globo/SporTV.


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