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Suspeito de vazar dados de investigação e desviar recursos do Cruzeiro, advogado sofre infarto fulminante

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Investigado pela Polícia Federal pelo vazamento de dados de investigação e suspeito de desviar recursos a partir do departamento jurídico do Cruzeiro, o advogado, conselheiro nato e ex-superintendente jurídico do clube, Ildeu da Cunha Pereira Sobrinho, faleceu na madrugada desta terça-feira após sofrer um infarto fulminante na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ele tinha 58 anos.

A informação chegou a membros do conselho gestor cruzeirense e também foi comunicada a conselheiros do clube mineiro. Ela foi confirmada ao GloboEsporte.com. O sepultamento ocorrerá em Abaeté-MG. As suspeitas sobre o vazamento de dados a Ildeu Pereira foram levantadas durante as Operações Capitu e Escobar, que chegaram a prender o advogado por envolvimento em esquema de vazamentos de operações da Polícia Federal. Os relatórios foram enviados ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em julho de 2019, e correm em sigilo.

Ildeu também era investigado por desvio de recursos a partir do departamento jurídico do Cruzeiro. Nos documentos, a Polícia Federal afirmou que Ildeu “utilizava mecanismos de ocultação” para repassar valores recebidos pelo Cruzeiro a “beneficiários”. Um dos favorecidos seria Fabiano de Oliveira Costa, ex-vice jurídico e desligado do clube no início desse ano. Em arquivos apreendidos no computador de Ildeu, o nome de Fabiano aparecia na contabilidade do escritório do ex-superintendente como beneficiário de transações que ultrapassam R$ 300 mil no período de um ano. Segundo a Polícia Federal, o esquema obedecia à seguinte lógica: Ildeu Pereira emitia notas ficais ao Cruzeiro por serviços de advocacia. Quando o clube o pagava, parte do valor voltava para Fabiano. Como indicam os diálogos interceptados pela Polícia Federal, com autorização judicial.

Segundo a Polícia Federal, a suspeita é de que a então esposa de Ildeu da Cunha, Laryssa Kar Zan Cunha Pereira, devolvia o valor para Fabiano por outros meios, como mostram planilhas apreendidas no computador do advogado. Em 2018, Ildeu recebeu do Cruzeiro quase R$ 700 mil. Deste valor, R$ 320 mil são referentes a um contrato para ele intermediar acordo com um empresário, credor do clube, que tinha R$ 10 milhões a receber do time mineiro. Segundo as investigações, o contrato seria de fachada, e a intermediação era desnecessária, pois esse empresário tinha relação direta com o Cruzeiro. As conversas interceptadas pela Polícia Federal, com autorização judicial, mostram que Ildeu, que tinha o compromisso de atuar a favor do Cruzeiro, firmado em contrato, estava incentivando o credor a entrar na Justiça contra o clube. O advogado foi superintendente jurídico do clube mineiro na era Zezé Perrella. Na era Wagner Pires, Ildeu da Cunha Pereira Sobrinho possuía contrato assinado com o clube, com início em 6 de dezembro de 2018 e validade até 10 de dezembro de 2019, pelo qual recebe R$ 3.729 por mês. Ele prestava “serviço de consultoria jurídica”, de acordo com o documento. Conforme o estatuto cruzeirense, não poderia manter o cargo e também ser remunerado.


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