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Grávida morre após pular cerca e ser abandonada por coiotes na fronteira entre México e EUA

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Uma jovem grávida de oito meses morreu na fronteira entre México e Estados Unidos após sofrer uma queda quando escalava uma cerca no sul do estado do Texas. A informação foi confirmada por autoridades na quinta-feira.

Identificada como Miriam Estefany Girón Luna, a vítima tinha 19 anos e era da Guatemala. Ela foi encontrada por agentes de segurança no sábado e estava acompanhada do namorado, Dilver Israel Díaz Garcia, de 26 anos. Segundo ele, Miriam caiu de costas quando tentava pular a barreira de seis metros de altura. Ela chegou ser atendida no Centro Médico Del Sol, na cidade de El Paso, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na terça-feira.




“Ela foi submetida a intervenção médica de emergência, incluindo uma cesariana. Apesar dos esforços da equipe médica, o feto também não sobreviveu”, informou o comunicado oficial. Segundo o jornal “Prensa Libre”, Miriam trabalhava como assistente social na Guatemala. Ela sofreu hemorragia cerebral, lacerações no fígado e nos rins e uma fratura na bacia. O companheiro da jovem está preso em custódia e será processado. Eduardo Hernández, vice-ministro de Relações Exteriores da Guatemala, visitou Miriam enquanto ela estava hospitalizada. Após ser informado sobre a morte, disse que o governo ofereceria apoio à família para levar o corpo de volta a San Marcos, a cidade natal da vítima, para um funeral adequado.

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Gloria Chávez, chefe do setor de controle da fronteira de El Paso, também se pronunciou sobre o caso por meio de uma nota. Ela afirmou que investigadores estão apurando quem seriam os responsáveis por organizar a travessia ilegal e acrescentou: “infelizmente mais vidas pereceram nas mãos de contrabandistas de seres humanos. Alguém no México guiou esta mulher grávida de oito meses da Guatemala para esta seção da fronteira e a encorajou e ajudou a subir a barreira”. Em entrevista ao “The Washington Post”, Tekandi Paniagua, funcionário consular da Guatemala no Texas, disse que desde outubro de 2019 pelo menos cinco outros guatemaltecos sofreram fraturas e ferimentos graves depois de cair do muro entre as fronteiras.

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