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George Floyd: Convulsão social se espalha por quase todo os EUA e já registra mortes

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Os Estados Unidos tiveram uma noite de fortes protestos em ao menos 20 cidades na noite desta sexta (29) que deixaram dois mortos e centenas de pessoas presas. Na quarta noite seguida de manifestações, ativistas se reuniram em cidades como Atlanta, Nova York, Los Angeles e Dallas, para questionar a morte de George Floyd, um homem negro que foi sufocado por um policial branco ao ser detido, na segunda (25). Floyd foi jogado ao asfalto, teve o pescoço pressionado por mais de dez minutos e disse várias vezes que não conseguia respirar. A ação foi filmada e se espalhou pela internet.

Os atos ganharam força na tarde de sexta e seguiram noite adentro. Os manifestantes pediam o fim da brutalidade policial e do racismo estrutural. Levavam cartazes com frases como “I can’t breathe” (Eu não consigo respirar), dita por Floyd antes de morrer. Houve confrontos entre agentes e policiais em várias cidades, e ao menos duas mortes confirmadas até a manhã deste sábado (30).

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Em Detroit, um homem de 19 anos que protestava foi morto por um tiro disparado a partir de um carro. Ocupantes do veículo, uma SUV, atiraram contra os manifestantes e fugiram. Em Oakland, na Califórnia, dois policiais federais foram baleados durante os atos, e um deles morreu, segundo a CNN. Mais de 7.000 pessoas protestaram na cidade. Em Nova York, manifestantes se reuniram no Brooklyn, perto da arena Barclays, mesmo com a cidade ainda sob restrição para aglomerações por causa do coronavírus. Houve ao menos 50 prisões.

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Em Atlanta, mais de mil pessoas marcharam pela cidade. Houve confrontos perto da sede da emissora CNN, que acabaram se estendendo para dentro do prédio. Policiais tentaram conter os manifestantes jogando bombas de gás, e foram alvo de garrafas e pedras. Explosões de granadas de fumaça no hall de entrada da emissora foram exibidas ao vivo na TV na noite de sexta. Do lado de fora, houve pixações no logo da CNN e carros foram incendiados. Em Minneápolis, cidade onde Floyd foi morto, os ativistas ignoraram o toque de recolher e seguiram protestando. Eles se reuniram perto de uma delegacia incendiada na noite de quinta (28). Mesmo a presença da Guarda Nacional na cidade não conteve os atos. Houve confrontos e um banco e uma agência do correio foram queimados.

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“Estamos aqui porque, nós, como geração, nos demos conta de que as coisas têm que mudar”, disse o manifestante negro Paul Selman, 25, à Reuters. Os atos também chegaram às portas da Casa Branca, que chegou a ter os acessos completamente fechados por cerca de uma hora, no fim da tarde. Manifestantes seguiram protestando do lado de fora durante a noite. Na sexta, o presidente Donald Trump criminalizou os manifestantes, que chamou de “bandidos”. Numa mensagem no Twitter, ele colocou os militares à disposição do governador de Minnesota e lançou uma ameaça: “Quando os saques começam, os disparos começam”. A postagem recebeu um selo de violação das regras do Twitter sobre enaltecimento à violência, mas foi mantida pela rede social por ser “de interesse público”. Também na sexta, Derek Chauvin, o policial que sufocou Floyd, foi preso. Se condenado, poderá pegar ate 25 anos de prisão. Os outros três guardas que participaram da ação, Thomas Lane, Tou Thao e J. Alexander Kueng, também serão indiciados.

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1 Comment

  1. Que feio proco mata negro e negro matar pronto

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