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Eleições EUA 2020. Quem vencerá? Trump acusa Biden, sem provas, de “roubar” a eleição

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Os Estados Unidos ainda não sabem quem venceu as eleições: se o democrata Joe Biden ou o republicano Donald Trump. Biden segue na liderança, mas o resultado final depende da apuração dos votos em quatro Estados-chave: Geórgia, Arizona, Nevada e Pensilvânia. O avanço do candidato democrata ativou a estratégia judicial do presidente Trump.

O republicano pediu aos tribunais que recontassem os votos em Wisconsin e suspendessem a apuração em Michigan e na Pensilvânia. Houve protestos de trumpistas, na madrugada, no Arizona. No Twitter, o presidente fez uma série de apelos para suspender a contagem dos votos nesta quinta-feira e, em discurso na Casa Branca, insistiu nas acusações de fraude eleitoral.

Donald Trump iniciou sua ofensiva judicial contra a apuração do voto das eleições, como anunciou já na madrugada de quarta-feira, com milhões de votos ainda por contar. A campanha de reeleição do presidente afirmou na quarta que já entrou com várias ações judiciais em Michigan e na Pensilvânia, preparando o terreno à impugnação dos resultados em dois Estados decisivos ao desenlace. As ações, segundo a campanha, solicitam que a apuração seja interrompida até que se garanta aos seus observadores um “acesso significativo” a lugares nos quais os votos estão sendo apurados e que tenham a permissão de examinar cédulas já processadas. Nesta quinta, a equipe acrescentou Nevada na sua lista de alvos das ações judiciais.

A campanha também pretende intervir em um caso em que o Supremo Tribunal admitiu a tramitação, mas recusou fazê-lo com urgência, sobre se as cédulas recebidas após a jornada eleitoral podem ou não ser contadas. A Suprema Corte do Estado permitiu que a Junta Eleitoral reunisse as cédulas por correio até sexta-feira, desde que o carimbo postal fosse de terça. Adicionalmente, a campanha afirma que pedirá uma recontagem em Wisconsin, onde Biden se impõe por uma ligeira margem com a apuração quase finalizada.

Até agora não foi registrada nenhuma tentativa de fraude na apuração, e o espetacular aumento de voto por correio pela pandemia (mais de 100 milhões utilizaram essa modalidade de sufrágio em todo o país) fez com que alguns Estados demorem mais a contar.

Não é a primeira vez que Trump, nos cinco anos desde que iniciou sua corrida presidencial, questiona as instituições democráticas. No passado lançou acusações infundadas de fraude eleitoral, insultou juízes e promotores, desprezou o princípio da separação de poderes. Mas a gravidade da ofensa que fez na madrugada de quarta-feira, se declarando vencedor com boa parte da apuração ainda por ser feita e ameaçando ir ao Supremo Tribunal para suprimir milhões de votos emitidos legitimamente e de boa fé, não tem precedentes.

O presidente desenterrou a machadinha de guerra com um tuíte, o primeiro da noite, que fez após a meia-noite. “Estamos muito na frente, mas estão tentando ROUBAR as eleições. Nunca deixaremos que o façam. Não podem ser emitidos votos após o fechamento das urnas!”, escreveu. O Twitter acrescentou uma advertência na mensagem dizendo que o conteúdo havia sido “refutado” e poderia “ser enganoso”, como faria com vários dos tuítes que vieram durante a manhã de terça. Na sequência, Trump anunciou um pronunciamento para essa mesma madrugada.

“Isso é uma fraude ao povo norte-americano. Uma vergonha para nosso país”, disse o presidente na Casa Branca, onde acompanhou a noite eleitoral com 250 convidados. “Francamente, vencemos as eleições. Nosso objetivo agora é garantir a integridade delas. Iremos ao Supremo Tribunal. É um momento muito triste”. A noite eleitoral deixou o cenário mais temido: uma apuração muito apertada nos Estados decisivos com o potencial de estender a incerteza por vários dias após a jornada eleitoral e acabar nos tribunais. E Donald Trump não esperou o fim da contagem para acionar o ataque com o qual vinha ameaçando nas últimas semanas de campanha.


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