
Além de jogadores, o Botafogo terá que fazer um novo planejamento para o departamento médico na temporada 2015. Os sete profissionais que trabalhavam no setor deixam o Alvinegro após o fim de contrato que se encerra no dia 31 de dezembro. Os médicos – que tinham vínculos assinados como pessoa jurídica (PJ) – deixam o clube com sete meses de salários atrasados.
A reclamação é generalizada neste setor, pois os atrasos atrapalharam o trabalho dos profissionais durante todo o último ano de contrato.
Os poucos recursos de um Botafogo mergulhado em crise financeira neste ano também resultaram em falta de medicamentos e até de gelo – como relatou o lateral Edílson, que acabou dispensando pelo ex-presidente Maurício Assumpção em outubro.
“Foi um ano atípico. Não que tenha sido corriqueiro nestes três anos, mas em 2014 foi diferente. Os contratos PJ não foram pagos e resultaram em uma situação calamitosa”, descreveu o médico Rodrigo Kaz, coordenador do setor no Botafogo.
Além de salários, os profissionais deixam o clube com pendências de premiações e aditivos no contrato baseados nos resultados obtidos.
A nova diretoria do Botafogo não demonstrou interesse em renovar os contratos dos profissionais. O presidente Carlos Eduardo Pereira terá que trabalhar para montar um novo departamento médico antes da reapresentação da equipe, marcada para o dia 8 de janeiro. A partir desta data, estão definidos exames médicos no elenco que defenderá o clube em 2015.















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