Todos os anos, centenas de pilotos vão a Artesia, no Estado do Novo México, para desenvolver novas habilidades. O treinamento dura 56 horas, distribuídas em cinco dias. Cada turma tem até 48 pessoas. Todos trabalham para empresas comerciais como a Delta, United ou Southwest. Mas o curso nada tem a ver com novos aviões ou regras de navegação aérea: eles aprendem como atirar em sequestradores.
A primeira turma de oficiais federais de cabine de voo (Federal Flight Deck Officers), nome dado aos pilotos armados, se formou em abril de 2003. Desde então, há sempre novas turmas sendo treinadas.
Ainda assim, pouca gente sabe o que acontece em Artesia. O treinamento ainda é pouco conhecido, assim como a autorização legal para que pilotos voem com armas de fogo.
No mês passado, quando defendeu a ideia de armar professores nas salas de aula, o presidente Donald Trump disse que “muita gente não entendia” que alguns pilotos trabalham armados.
O governo dos EUA não revela quantos pilotos estão voando nessas condições, declara apenas que “milhares” foram treinados. Os nomes de todos eles são mantidos em sigilo.
O treinamento é voluntário e não tem custo. A arma também sai sem custo adicional, mas os pilotos armados não ganham nenhum tipo de complemento salarial. A maioria das pessoas que vão aprender a atirar e reagir em Artesia faz o curso nas férias.
Depois de concluírem o curso no Novo México, os pilotos precisam passar por treinamentos a cada seis meses. E, a cada cinco anos, há uma reciclagem de dois dias. Nada disso, contudo, implica aumento de salário.















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