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Serial killer da Califórnia e mais 14 estados confessa haver assassinado 90 pessoas

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Condenado a três penas de prisão perpétua pelo assassinato de três mulheres em Los Angeles, serial killer está atualmente em uma penitenciária do Texas, onde decidiu falar de seu passado criminoso.

Ele afirma ter matado ao menos 90 pessoas entre 1970 e 2013. Caso a confissão seja verdadeira, Little seria o assassino em série condenado que mais matou na história moderna do país.

A quantidade de detalhes sobre os assassinatos que Little disse ter cometido, a maioria contra mulheres, chocou policiais e promotores.

“Assusta a clareza que ele tem sobre certas coisas depois de todo esse tempo. Lembra de nomes e rostos”, afirmou o detetive Michael Mongeluzzo, do condado de Marion (Flórida), onde teria ocorrido um dos assassinatos relatados por Little. Até o momento, investigadores identificaram provas que vinculam Samuel Little a nove dos assassinatos que confessou.

Muitos casos sem solução, que estavam arquivados em ao menos 14 estados, estão sendo desengavetados e reexaminados à luz das revelações dele.

Little estava preso desde 2013 em Los Angeles pelo assassinato de três mulheres entre 1987 e 1989, crimes pelos quais cumpre três sentenças de prisão perpétua, mas em julho passado amostras de DNA confirmaram a ligação dele com a morte de Denise Christie Brothers, o que levou à transferência a uma prisão no condado de Ector, no Texas.

Lá, um detetive identificado pelo jornal The Washington Post como James Holland ganhou a confiança de Little e conseguiu fazer com que ele falasse de outros crimes que cometeu no passado.

O ex-boxeador acumulou, ao longo de cinco décadas, uma centena de prisões sob acusação de crimes como sequestros, estupro e roubo a mão armada.

Mas por diversas vezes ele conseguiu deixar a prisão, relata Beth Silverman, promotora de Los Angeles responsável pelo processo que levou às três condenações.

As confissões mostram que as vítimas eram, em sua maioria, mulheres pobres ou com problemas de vício em álcool ou outras drogas, dizem os investigadores.

Os casos que envolvem esse tipo de vítima frequentemente têm uma taxa de solução menor no país, o que pode ter contribuído para a impunidade de Samuel Little ao longo desses anos.

Segundo os jornais The Washington Post e The New York Times, o criminoso conquistava a confiança das vítimas para depois agredi-las, estuprá-las e estrangulá-las até a morte.

A promotora Beth Silverman afirmou que os crimes tinham motivação sexual, mas Samuel Little fica ofendido quando é chamado de estuprador. Ele alegou problemas de ereção, mas investigadores encontraram sêmen em corpos e roupas de suas vítimas.

A maneira como ele atinge a satisfação sexual é durante o estrangulamento, disse Silverman ao jornal nova-iorquino.

Seus métodos também chocaram os investigadores. O criminoso usava tanta força que chegou a quebrar a coluna vertebral de uma vítima ao atingi-la no abdômen.


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