
Nosso país tem uma parcela grande de negros, de diversas origens, e os pardos devido à miscigenação, ou seja, casamentos entre pretos e brancos, principalmente entre pessoas de fama reconhecida como Pelé, por exemplo, que sempre buscou ter uma mulher branca a seu lado e outros jogadores, cantores, atores e a mulher segue na mesma linha.
O racismo no Brasil é tão vergonhoso que levou o político, Afonso Arinos a criar uma lei (Lei Afonso Arinos), que repudia o racismo.
No futebol o racismo é maiormente notado e a primeira vez que se viu presente no esporte mais popular no mundo, veio do então presidente brasileiro Epit[acio Pessoa, que em 1921, quando o Brasil disputava o Campeonato Sul-Americano, recomendou que nossa seleção não levasse jogadores negros para a Argentina, já que precisava projetar uma imagem “melhor” do Brasil para os estrangeiros. Em decorrência, o jogador mais importante e famoso do Brasil, Arthur Friedenreich, ficou fora do campeonato.
Era comum naquela época jogadores negros e mulatos usarem pó-de-arroz no rosto e alisarem os cabelos para serem aceitos. Uma atitude ridícula. Pelé foi ridicularizado pelos colegas e pela mídia durante sua carreira devido à sua cor, embora o jogador tenha se negado a participar de qualquer luta antirracista.
É comum, apesar de absurdo, jogadores negros serem hostilizados em campo, como aconteceu com Aranha que foi chamado de macaco pela torcida gremista, o que ocasionou a exclusão do time da Copa Brasil, cujos torcedores foram punidos com a proibição de frequentar estádios durante um ano, e para que seja cumprido dito castigo, devem se apresentar à delegacia 30 minutos antes dos jogos.
Apesar de o goleiro Aranha, hoje é chamado de “Branca de Neve”, o que apesar de carinhoso não deixa de ser racismo.
O jogo entre Lazio e Napoli, disputado no início do mês pelo Campeonato Italiano foi paralisado por 4 minutos devido aos gritos racistas por parte do time da casa contra o zagueiro Kalidou Koulibaly, do Napoli.
O árbitro Massimiliano Irrati parou o jogo aos 23 minutos do segundo tempo e antes de reiniciar o confronto conversou com os representantes do jogo e com os jogadores da Lazio e do Napoli. O jogador senegalês era vaiado todas as vezes que pegava a bola, agradeceu ao árbitro pela atitude de paralisar o jogo.
Em seu Instagram, Koulibaly postou: “Quero agradecer a todos pelas mensagens de solidariedade que me mandaram, quero agradecer aos jogadores da Lazio, mas sobretudo ao árbitro Irrati pela sua coragem”.
O Napoli venceu o encontro por 2 X 0 e se mantém na liderança do Campeonato Italiano com 53 pontos, dois a mais do que a Juventus, que segue na segunda colocação.
A Lazio foi punida e terá que fechar parcialmente o Estádio Olímpico para seus próximos jogos em casa e recebeu uma multa de $50 mil euros, segundo comunicado do tribunal disciplinar do campeonato.
Creio que já é hora de acabar com essa frescura de ofender jogadores por sua cor, somos um país composto por negros, não devemos respeitar o ser humano por sua condição financeira e ofendê-lo devido a sua cor.
A cor da pele não muda a cor do sangue.
Informar é um privilégio, informar corretamente uma obrigação.
Léa Campos















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