
Não podemos falar dessa olimpíada sem mencionar os atletas militares. Vamos iniciar por nossa porta-bandeira, 2º Sargento do Exército, Yane Marques, que com garbo nos representou na abertura, ela ficou famosa em 2012 em Londres, quando ficou com bronze no pentatlo moderno, sendo na América Latina e Hemisfério Sul a única a conquistar tal feito, ganhadora de dois ouros em Pan-Americanos (Rio 2007 e Toronto 2015) e no Mundial de 2015 ficou em terceiro lugar, tenta em casa repetir o sucesso anterior.
Zanetti é outro militar que nos orgulha, 3º sargento da Aeronáutica, conquistou a medalha de ouro nas argolas em 2012 nas Olimpíadas de Londres e ouro também no Mundial de 2013 em Antuérpia, cometeu um erro nas argolas na edição Rio 2016, ficando com a prata.
Marilson, oficial da Aeronáutica, é um veterano fundista. Esta é sua 3ª Olimpíada.
Abandonou a disputa em Pequim e chegou em 5º lugar em Londres. Tri campeão da maratona São Silvestre e bicampeão na Maratona de New York, sendo o primeiro sul americano no topo dessa competição, e foi medalha de ouro em Guadalajara.
Rafaela Silva, 3º Sargento da Marinha, superou todo tipo de dificuldade e preconceito, na Cidade de Deus, Rio de Janeiro, onde nasceu, curiosamente próximo à arena onde ganhou o ouro no Judô.
Em 2013, Rafaela se tornou a primeira brasileira a se sagrar Campeã Mundial de Judô, e uma colecionadora de medalhas. Ouro em 2013, Mundial do Rio, prata em 2011 em Paris, prata no Pan-Americano de Guadalajara em 2011 e bronze em Toronto em 2015, No Pan-americano de Judô foi ouro em Montreal (2012), ouro em São José (2013), prata em Guayaquil (2014), prata em Edmonton (2015), bronze em Guadalajara (2012), bronze em Havana (2016), em Mundiais Militares, ouro em Mungyeong (individual) e ouro também por equipe ambos em 2015.
Foi desclassificada em Londres, após um golpe ilegal no judô. Chamada de “vergonha da família” encontrou forças para triunfar em casa.
Felipe Wu, oficial do exército, estuda engenharia aeroespacial, foi o primeiro ouro no Rio 2016 no tiro esportivo, que desde 1920 não repetíamos o feito, naquele então nosso herói foi Guilherme Paraense em Antuérpia
Mas nem só de militares vive a Olimpíada Rio 2016, Mayra Aguiar ganha mais uma medalha para o Brasil desta vez de bronze, também no Judô.
Não podemos deixar de mencionar nosso Lobo Zagalo, que entre os diversos títulos é também um medalhista olímpico, foi bronze em 1996 nas Olimpíadas de Atlanta, vale a pena lembrar que ele foi campeão em 1958 e 1962 como jogador, campeão em 1970 como técnico e campeão em 1994 como auxiliar técnico de Parreira.
Poliana foi bronze em águas abertas depois que a francesa Miller tentou afogar a italiana Bruni, sendo desqualificada, o que favoreceu a brasileira.
Na ginástica Olímpica além de Zanetti, o Brasil conquistou mais duas medalhas prata e bronze, para Diego e Arthur, ressaltamos que Zanetti foi o primeiro pódio do país nessa modalidade.
Nosso orgulho maior ficou com Thiago Braz no salto de vara e o recorde quebrado. Nosso vôlei de praia masculino e feminino estão na fila das medalhas, e o incrível que poderá acontecer no feminino é que poderá ter nossas duas duplas disputando o ouro.
Infelizmente temos mais uma vez que lamentar o desinteresse do governo pelos esportes individuais, e que por obra do destino são nosso maior orgulho, por isso não importa o metal que eles ganhem, o importante é nossa bandeira estar no pódio.
Informar é um privilégio, informar corretamente uma obrigação.
Léa Campos















Comments