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Léa Campos: Copa Bridgestone

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Mudanças nem sempre são totalmente positivas, principalmente quando o assunto é futebol.

Estamos prestes a viver uma transformação total na Bridgestone Libertadores, nome oficial da chamada Libertadores da América.

Criada em 1959 para ser uma competição semelhante à que ocorre na Europa desde 1955 entre os times campeões daquele continente, a Libertadores tem como objetivo fazer uma competição entre as equipes campeãs da América do Sul.

Apesar de ser originalmente uma Copa para se conhecer o campeão da América do Sul, desde 1998 o México participa como convidado.

A Conmebol patrocinadora do evento, resolveu fazer algumas mudanças para ficar nos moldes da competição europeia.

Atualmente com 38 participantes, a partir do próximo ano terá 42 equipes, que jogarão entre fevereiro e novembro em busca do troféu mais cobiçado da América do Sul.

Será uma competição nos moldes da Liga dos Campeões da Europa, assim os dez times eliminados na fase de grupos da Libertadores entram automaticamente na Sul-Americana, disputada entre julho e dezembro.

Outra mudança será a final única em campo neutro

como, disse o presidente da Conmebol Alejandro Domingues.

Jogar a última partida em país neutro tira a primazia do time de jogar em casa, o que sempre favorece o mandante, já que em 70% das finais o dono da casa sempre sai vitorioso.

Até aí tudo bem, mas não posso concordar que uma competição por ser sucesso na Europa o será também no Brasil. Temos que levar em conta a dificuldade de transporte, a Europa é ligada em quase sua totalidade por trens, são distâncias pequenas, se para ir do norte ao sul do Brasil é complicado, imagina ir e vir a outros países da América do Sul bem como México.

Vamos imaginar uma final entre o Deportivo Quevedo do Equador, e Tijuana do México realizado no Mineirão ou Maracanã. Quem iria assistir?

Na Europa ainda que as equipes que disputam o título não sejam os preferidos o torcedor comparece, principalmente sendo uma final da Champions.

Além da expectativa criada pelos patrocinadores, o deslocamento entre os países é muito melhor e a situação financeira também.

O importante é definir quantas vagas cada país terá direito e principalmente que refaçam a proposta referente ao campo neutro, que a meu ver, não funcionará.

Nossa esperança é que não diminuam o interesse da melhor competição da América do Sul.

 

Informar é um privilégio, informar corretamente uma obrigação.

Léa Campos


Social Press . 06/10/2016

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