
Precisamos tirar o joio para não danificar o trigo, ou seja, vamos separar o
joio do trigo. Vamos dar à Marta o nome de trigo e a Neymar de joio. É incrível a diferença entre os dois. Enquanto Marta se mata dentro de campo tentando vencer todos os jogos e levantar a taça, Neymar é todo ao contrário. Mais preocupado em aparecer para a imprensa mundial, ele acabou prejudicando
a seleção brasileira pela segunda vez. No mundial deixou o campo e depois informaram que tinha uma vértebra quebrada, o que parece ter sido mentira já que no jogo seguinte ele estava caminhando e ajudando Felipão durante o jogo, e duas semanas mais tarde viajou de férias com a namorada e um grupo de amigos.
Se houvesse uma vértebra quebrada o repouso teria que ser absoluto, e não foi o que presenciamos. Agora na Copa América mostra imaturidade e provoca uma expulsão por indisciplina após o término do jogo. Jogou a bola nas costas de um adversário, deu cabeçada em outro e ainda teve problemas com o árbitro. O que ele queria era descansar, por isso fez o que fez.
Sua saída foi benéfica para o selecionado, que mostrou não precisar dele e venceu um jogo que se apresentava como difícil e era decisivo para o Brasil continuar na Copa.
Se vai até o final não podemos assegurar, os jogos futuros são mais difíceis
e por isso não temos certeza de nada. Tenho uma pergunta que não quer calar: se o Brasil sair da Copa das Américas no próximo jogo, Neymar teria cumprido dois jogos dos quatro que levou, esses jogos restantes seriam levados para as eliminatórias? Enquanto isso, as meninas que lutam com o coração sem os milhões que recebem os jogadores homens e sem o apoio milionário que os mesmos recebem, fizeram o que foi possível para passar à fase seguinte, mas não conseguiram.
Perdemos uma batalha, mas a guerra continua no Panamericano e nos Jogos
Olímpicos.
Só esperamos que governantes e dirigentes do futebol brasileiro descubram nas
meninas a forma de apagar a vergonha que estamos passando por causa do
vergonhaço dos 7 x 1, nossas meninas perderam, mas saíram de cabeça erguida,
com a certeza de que dentro das precárias condições deram o máximo de cada
uma.
Marta e suas comandadas merecem nosso carinho e nosso respeito pela tentativa de levantar o futebol feminino brasileiro, sozinhas, contando apenas com o amor à camisa e respeito à bandeira verde-amarela.
Sem apoio e sem dinheiro, nem com 11 Martas ou 11 Formigas triunfaremos. O
time é composto de 11 atletas e não apenas um. Não podemos permitir que o joio impeça o trigo de crescer e nos alimentar emocionalmente.
www.millenniumfutbolfemenino.com
Informar é um privilégio, informar corretamente uma obrigação.
Léa Campos















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