Apesar do alerta de correrem sob efeito de medicamentos proibidos pelo departamento que controla a dopagem dos atletas, nada muda nas maratonas e os acusados continuam vencendo.
Domingo foi realizada a 48ª Maratona de New York, a primeira aconteceu em 1970 e somente em 2012 não foi realizada devido aos estragos causados pelo furacão Sandy.
São 42.195 km percorridos por mais de 50 mil participantes, entre profissionais e amadores.
Para não surpreender, mais uma vez o pódio masculino foi composto por etíopes e quenianos.

Em primeiro lugar ficou o etíope Lelisa Desisa, em segundo o também etíope Shura Kitata e completando o trio o queniano Geoffrey Kamworor, que foi o vencedor no ano passado. Não sei se por incompetência dos demais participantes ou por estarem limpos de droga, o fato é que esses dois países estão sempre no pódio.
No feminino não é muito diferente, sempre tem uma ou mais quenianas no pódio.
Este ano não foi diferente, Mary Keitany do Quênia levou o primeiro lugar, deixando o segundo para sua conterrânea Vivian Cheruyot, o trio foi completado pela americana Shalane Flanagan, que ano passado foi responsável por quebrar o hiato de 40 anos sem que uma americana subisse ao pódio como vencedora.
Entretanto gostaríamos de ver outros países no pódio, já está cansando o troca-troca entre etíope e queniano.
Não demora muito e o presidente americano proíbe a participação de atletas desses países.
A maratona de New York é esperada e festejada pelo mundo maratonista, mas não podem deixar que essa magia se apague, mudanças são importantes.
Nossa corrida São Silvestre não é muito diferente, esses dois países sempre estão no pódio.

Informar é um privilégio, informar corretamente uma obrigação.
Léa Campos















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