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Léa Campos: Destruir é fácil, difícil é construir

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Sempre digo que demolir um imóvel é fácil, difícil é construir.
Hoje estamos vendo como destruíram o Cruzeiro Esporte Clube, dono de um nome internacional, e inspiração para muitos clubes. Felício Brandi, italiano, chegou ao Brasil com um ano de idade e ao que parece seu destino era mudar a trajetória  do “Palestra Itália” antigo nome do time do  Barro Preto.

Em 1959 foi eleito presidente do Cruzeiro, quando tinha apenas 31 anos, bastante jovem, mas com vontade de trabalhar para o futebol mineiro e brasileiro. Presidiu o time das 5 estrelas por 22 anos, deixou sua marca plasmada com a construção da “Toca da Raposa”, inspiração para clubes dentro e fora do Brasil e até mesmo para a entidade máxima do futebol brasileiro e construiu a Sede Campestre. Felício por onde passava deixava a marca de seu trabalho. Criou o melhor time de futebol do país e destronou  próprio Santos, time do Rei Pelé, ao conquistar o Título de Campeão Brasileiro em 1966, depois de derrotar o Santos pelo placar de 6×2 no Mineirão, o que ocasionou a ira do time santista, a ponto do presidente levar a Taca no Vestiário ao término do jogo e Felício, “raposa velha” disse: “Vamos buscá-la no Pacaembu”.

Em São Paulo, um jogo memorável, o time de Pelé abriu uma diferença de 2 gols, Tostão perdeu um pênalti e a chuva teimava em dificultar a vida dos “Celestes”. No intervalo os presidentes da Federação Paulista e do Santos foram ao vestiário para marcar a data do terceiro jogo, ao que Felício reagiu dizendo que ainda teria 45 minutos de chuva para ganhar o jogo.
Dita atitude serviu para animar os jogadores e aos 44 minutos do segundo tempo, Dirceu Lopes, o “furacão”, deixou plasmado o gol da vitória que deu ao Cruzeiro a Copa Brasil.

Sem dúvidas, Felício Brandi foi o melhor e mais importante presidente que o Cruzeiro teve. Infelizmente, tudo que ele fez foi destruído por três presidentes: os irmãos Perrella, que fizeram rodízio na presidência do clube e por último Wagner Pires de Sá, corromperam e roubaram tanto que levaram o para a segunda divisão. Se Felício Brandi fosse vivo, certamente morreria, não de infarto como aconteceu, mas  de tristeza. Destruíram o time e o patrimônio do mesmo, deixando dívidas impagáveis e o atual presidente lutando para levantar a casa novamente.

Pedrinho (BH), faz o que pode  para ajudar, mas são muitas dívidas, por milionário que seja ,onde tira e não põe, acaba. Construíram a  “Toca II”, contrataram jogadores para obter lucro, que não somaram quase nada ao time. Pedro Rocha chegou sob festa e saiu sem ninguém saber o porquê, assim como ele outros que foram contratados para nada. A gota d’água foi o jogo contra o CSA, em que  Neves praticamente condicionou a vitória ao pagamento dos salários e perdeu um pênalti que impediria a queda do time para a série B. Contamos com a sagacidade de Filipão para que o Cruzeiro retome seu caminho.

O QUE FOI FEITO EM 22 ANOS FOI DESTRUÍDO POR HOMENS SEM ESCRÚPULO QUE USARAM O CARGO PARA FAZER POLÍTICA, TER HELICÓPTERO APREENDIDO COM DROGA E PARA CORROMPER A TUDO E A TODOS, ROUBANDO O QUANTO PUDERAM.


Social Press . 23/10/2020

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Claudia Garzesi: Nós na América . 23/10/2020

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