
Certas leis existem para serem desobedecidas, principalmente quando se trata de beneficiar as mulheres.
Para tudo temos que pedir visibilidade para as mulheres. Cumprimos a mesma jornada de trabalho dos homens e recebemos menos do que eles, não levam em conta nem mesmo o nosso grau de estudo.
Nos veem apenas como donas de casa, mãe, enfim empregadas domésticas, e somos úteis apenas para o cotidiano de uma casa.
No futebol acontece o mesmo, a FIFA ordenou à CBF, que os clubes de futebol sejam obrigados a se adequarem para criar a categoria feminina, entretanto o que poderia ser feito em alguns meses, só entrará em vigor em 2019.
Um absurdo total.
O que mais tem no Brasil são meninas de todas as idades, sonhando em jogar futebol, bastaria uma convocatória na imprensa e tudo estaria resolvido.
Para os homens, meninos podem jogar desde os 10 anos, as meninas não têm chance de jogar nessa idade porque não o permitem.
O que falta? Vontade e respeito às mulheres.
Quantas juízas temos no judiciário? Poucas. Estudaram, se graduaram, advogaram e não têm a mesma oportunidade dos homens.
No STF, por exemplo, existem juízes que não conseguiram passar nem mesmo nos testes da OAB, mas como são homens, tudo é facilitado.
Na política não é diferente, não temos a representatividade que merecemos e deveríamos ter por lei.
A lei determina um determinado número de vagas para as mulheres em todos os partidos, mas quando fazem as prévias somos derrubadas pelos homens.
Recentemente criaram o PMB, (Partido da Mulher Brasileira). Pelo nome deveria acolher apenas mulheres, mas não é o que ocorre.
No PMB de Minas, pouco mais de 50% são mulheres, dos 1468 filiados, a nível nacional dos 38.242 mil filiados 54,8% são homens.
Criamos algo para nos dar oportunidade na política e os homens invadiram tudo.
De quem é a culpa?
A culpa é exclusivamente nossa, não por incapacidade, mas por covardia e medo da luta.
Não podemos nos esquecer, que somente os fortes vencem.















Comments