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Léa Campos: Futebol, A Paixão de Todos

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ADPO807 BSB - 11/02/2015 - CAMARA / DEPUTADOS POP (EXCLUSIVA ESPECIAL DOMINICAL) - POLITICA - Deputado Federal Capitão Augusto PR SP , no plenário da da Câmara dos Deputados, em Brasília. FOTO ANDRÉ DUSEK/ESTADAO

É evidente que os árbitros de futebol têm suas preferências “clubísticas”, mas exigir que ele declare o time do coração é como exigir do político que ele declare de quem recebeu a grana que o corrompeu.

É utopia, os árbitros não seguirão isso, e creio que essa ideia esdrúxula jamais será aprovada.

Aí está o resultado de eleger um militar para cargo político, por falta de educação política, quer impor suas ideias à força.

O Deputado Federal (PR-SP), propõe que os árbitros sejam obrigados a declarar para que time torcem e exige a CBF que não escale árbitros do mesmo estado para apitar os jogos dos campeonatos locais.

A ignorância futebolística dele é tão grande, que ele não sabe que contratar árbitros de outros estados para apitar onera em muito os times.

O Capitão está ferido porque seu time (Palmeiras), perdeu para seu maior oponente, o Corinthians, e segundo ele, o árbitro prejudicou sua equipe.

É mania generalizada justificar os fracassos em campo à ingerência do árbitro, como ex-árbitra digo que não concordo com essa atitude.

Tivemos em Belo Horizonte um árbitro (atleticano) que em todas as dúvidas que tinha, ele falava “Bola Nossa”, trata-se do árbitro Cidinho Bola Nossa, cujo apelido acabou por prejudicá-lo em sua carreira.

O Capitão quer que os árbitros não apitem jogos nos Estados que nasceram, e quer que se um árbitro local for escalado para apitar em seu próprio estado, a partida deverá ser anulada.

Não sei em que mundo esse capitão vive, o que sei é que ele não pode ser levado a sério como político, está brincando de legislar, o país passando por um péssimo momento e ele pensando em futebol, melhor ir para Câmara legislar para o povo e para o país, política é coisa séria em qualquer parte do mundo, menos no Brasil.

A norma adotada pela entidade máxima do futebol brasileiro determina que a arbitragem nos jogos estaduais seja formada por árbitros locais e em clássicos regionais do Brasileiro, são escalados profissionais do Estado a que pertencem os clubes.

Segundo o deputado, sua ideia vai dar mais transparência às decisões da arbitragem.

Ele cita o exemplo da Copa do Mundo, onde os árbitros são neutros. É preciso que ele saiba que os árbitros que apitam nos mundiais, têm uma cota fixa pelo trabalho, enquanto no campeonato brasileiro cada Estado tem seu preço.

Em resposta ao Capitão Augusto, o chefe da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF, Marcos Marinho, enviou o documento que os árbitros são obrigados a preencher no início de cada temporada. Dita Declaração de Integridade, reproduzida abaixo, apresenta oito condições às quais os árbitros precisam se submeter para pertencerem ao quadro, entretanto, declarar o time do coração não faz parte. “Quem iria revelar? Não há como” concluiu Marinho.

Um conselho deputado: trabalhe pelo país e deixe de sonhar.


Social Press . 19/04/2018

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