Evidentemente que damos muita importância às conquistas esportivas, não se levando em conta a modalidade.
Em Olimpíadas o que realmente importa são as medalhas conquistadas, apesar dos gregos criadores dessa competição terem dito, que “O importante é competir”.
A meta de todo competidor é vencer o adversário, e a luta muitas vezes é desigual, pois nem todos os governos apoiam o esporte olímpico, levando os competidores a lutar contra o sistema que não valoriza a luta e o desempenho dos que carregam nossa bandeira com amor e orgulho, e apesar de toda adversidade continuam lutando com brilho pela vitória.
Entretanto temos outros atletas, que sequer dependem de incentivos de governo para alcançar seus triunfos, dependem apenas de si mesmos, a vontade de mostrar suas destrezas é tão grande que arcam com suas despesas pessoais para buscar uma medalha.
Estou falando sobre a Olimpíada de Matemática.
Recentemente numa competição mundial realizada na Argentina, nossa delegação garantiu um ouro, uma prata e três bronzes, além de uma menção
honrosa.
Numa competição que reuniu 551 estudantes de 100 países, Brasil se projetou no 19º lugar, o que nos honra e motiva para continuar apoiando nossos
jovens.
Rodrigo Sanches Ângelo, de 16 anos, de São Paulo, conquistou medalha de ouro na 53ª edição da Olimpíada Internacional de Matemática (IMO).
Dita competição aconteceu entre 04 e 16 de julho em Mar del Plata.
Além do ouro para Rodrigo, nosso país conquistou uma de prata obtida por João Lucas 17 anos, (CE) estudante que foi aceito pelo Instituto de
Tecnologia de Massachutts (MIT), nos Estados Unidos, onde se encontra desde o início de agosto.
Franco Matheus (RJ), Rafael Kazuhiro (SP) e Henrique Fiuza (DF) conquistaram o bronze, e a menção honrosa ficou para Maria Clara Mendes (MG).
Nossa equipe esteve liderada pelos professores Luciano Castro (RJ) e Carlos Shine (SP).
Realizada desde 1959, a olimpíada é direcionada a estudantes do ensino médio com idades entre 14 e 19 anos, desde que não tenham ingressado na
universidade. Cada país conta com uma equipe de 6 estudantes e dois professores.
As provas envolvem disciplinas do ensino médio como álgebra, teoria dos números, análise combinatória e geometria.
“Os problemas da Olimpíada Internacional costumam ser mais criativos, não exigindo a aplicação de conhecimentos de matemática avançada, porém muitas vezes apresentam um alto grau de dificuldade até para matemáticos profissionais”, diz o coordenador – geral da Olimpíada Brasileira de
Matemática (OBM), Carlos Gustavo Moreira.
Para enfrentar a prova, os integrantes da equipe brasileira participaram de um treinamento intensivo com aulas específicas e simulados realizados em São Paulo nas semanas antecedentes à competição.
O Brasil participa desta competição desde 1979, tendo conquistado 101 medalhas, sendo 9 de ouro, 27 de prata e 65 de bronze, o que faz do Brasil o país latino americano com maior número de medalhas na competição.
Em 2016 o evento ocorrerá na Colômbia, nossa equipe é selecionada por meio da Olimpíada Brasileira de Matemática.
Apesar de ser uma matéria que muitos alunos encontram dificuldade por ser uma matéria de ciência exata, quem sabe se um dia encontraremos outro Malba Tahan entre estes estudiosos dos números.
Informar é um privilégio, informar corretamente uma obrigação.
Léa Campos















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