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Léa Campos: No Banco dos Réus

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Depois de muita enrolação, a FIFA finalmente decide definir a sorte do brasileiro Marco Polo Del Nero, presidente afastado da CBF.

A entidade máxima do futebol está fazendo reuniões em seu Comitê de Ética em Zurique, para ouvir a defesa do cartola brasileiro, o que foi feito por escrito pelos advogados que o defendem.

Para não tirar do Brasil o título de país mais corrupto do mundo, o dirigente em questão foi indiciado nos Estados Unidos por corrupção e lavagem de dinheiro.

Antigamente só se lavava roupas agora se lava dinheiro também.

Como nossa justiça é devagar quase parando e quando atua o faz sempre em favor dos poderosos, temos que passar por mais essa vergonha de ver mais um “presidente” desta feita no futebol, sendo julgado por um país onde as leis são respeitadas.

Desde que foram descobertas as maracutaias da CBF, Del Nero não sai do Brasil por medo de ser extraditado para os Estados Unidos.

Em dezembro, os promotores norte-americanos enviaram às Cortes de New York as evidências da corrupção e lavagem de dinheiro, o que forçou a FIFA a afastá-lo por 90 dias, enquanto analisa o caso.

Se for condenado e banido, Del Nero terá que abandonar o futebol em definitivo, o que abriria a possibilidade para eleger outro presidente para CBF.

Apesar das provas, a FIFA pode esperar até abril, mesma data estabelecida pela Corte americana, para o anúncio da sentença contra nossos cartolas e os de outros países que estão envolvidos no mesmo crime e sendo julgados pela Corte de New York, entre eles José Maria Marin, que está em prisão domiciliar neste país.

Del Nero não se fará presente na Suíça, mas dará suas alegações em depoimento feito por vídeo conferência, método muito usado pela FIFA para ouvir envolvidos em casos de ética, e não vê problema algum na ausência do acusado, uma vez que seus advogados estarão presentes.

Apesar de que pode ser criado um clima constrangedor para Marco Polo, se algum dos membros do Comitê de ética resolve perguntar: “por que o suspeito não pode comparecer à audiência para se defender?”.

A vergonha que passamos por conta de corrupção é generalizada, não escapa ninguém que está no poder.

Não digo que me dá vergonha de ser brasileira, porque amo meu país, mas sinto uma enorme vergonha dos ratos que tenho como conterrâneos.

Espero viver para ver meu país novamente crescendo.

 

Informar é um privilégio, informar corretamente uma obrigação.
Léa Campos


Social Press . 01/02/2018

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