Hoje fugirei um pouco do meu cotidiano, para falar sobre a ação de uma mãe-policial que salvou muita gente. O perigo está em todo lugar: igrejas, escolas, casas de espetáculos, casas noturnas e até dentro de casa. Somos reféns dos marginais onde quer que estejamos.
Era véspera do dia das mães e a escola Ferreira Master estava pronta para comemorar com as crianças o Dia das Mães, sem imaginar que uma delas se transformaria em heroína naquela manhã de sábado.
Eram 8h00 da manhã, na porta da escola mães e crianças aguardavam a abertura dos portões quando Elivelton, de 21 anos, empunhando um revólver calibre 38 anunciou o assalto.
Estava revistando um funcionário da escola quando, uma das mães, a policial Katia Sastre de 42 anos, cuja filha estava também no local, retirou da bolsa sua arma e atirou três vezes contra o delinquente, acertando no peito e na perna, ocasionando a caída do indivíduo de costas no chão, momento em que soltou sua arma.
A policial, chutou o revolver do marginal e com o pé o virou de bruços imobilizando-o até a chegada de socorro médico e apoio policial.
Elivelton foi levado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu. Um a menos.
Katia tem 20 anos de entrega à segurança da população e está casada com o também policial tenente André Alves, recebeu elogios da PM e foi homenageada pelo governador paulista.
André diz que os policiais devem estar sempre atentos, pois ele mesmo já foi baleado por bandidos, segundo ele a esposa está bem: “Ela está tranquila e sabe que agiu de forma correta. Tudo acabou bem, seria um risco se ele a revistasse antes e descobrisse que ela é policial”.
Com certeza o desfecho teria sido outro e hoje estaríamos lamentando muitas mortes, já que bandido não tem coração.
Ainda bem que havia um “anjo” armado naquele momento.
Parabéns ao cabo Katia e que Deus proteja seus passos.
Informar é um privilégio, informar corretamente uma obrigação.
Léa Campos















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