Quem quer não pode e quem pode não quer. Essa seria uma chance de ouro para a visibilidade da mulher no esporte narrativo. Infelizmente algumas meninas desistem por qualquer motivo, não possuem espírito de guerreiras e ao primeiro comentário contra jogam a toalha.
Se eu tivesse dado importância aos comentários que fizeram sobre meu desejo de ser árbitra de futebol, certamente não teria chegado à minha meta e quem sabe nem existiria futebol feminino e árbitras de futebol no Brasil.
Quando comecei minha carreira de jornalista fui bastante ofendida, mas para mim, fazia parte do jogo. A mulher que luta por seus ideais, vence se não desistir na metade do caminho.
Até hoje não consigo entender porque os homens são tão arredios quando uma mulher tenta fazer parte do mesmo grupo, seria medo de perder espaço? No meu caso, nunca tive a intenção de tomar o lugar de ninguém, cada um tem seu mérito.
Hoje vejo com tristeza que Glenda, jornalista da Globo, que narrou as competições de ginástica artística nos jogos Olímpicos 2016, renunciou à oportunidade única de ser parte de uma equipe totalmente feminina para transmitir os jogos de nossa seleção feminina no Mundial da França. Que pena.
Jogou pela janela a chance de abrir mais uma porta profissional para as mulheres brasileiras.
Seria a primeira vez que a emissora daria, apesar de que seria pioneirismo, porque na Década de 70 tivemos a oportunidade de ouvir narração feminina em jogos de homens tanto na TV como em Rádio.
Enfim a globo, ao que parece, desistiu de investir a ideia em outra jornalista e já escalou Galvão Bueno para substituí-la. Só espero que depois não chore por haver renunciado à missão por críticas recebidas em 2016.
Quem não está preparado para ser criticado, não deveria escolher certas profissões. Depois reclamam de machismo em setores onde somente o homem atua.















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